Documento Militar Inédito: Relatório de Informação Filmes Super 8 da Operação Prato

E mais... Exclusivo! Descubra ao final de nossa análise quem foi o agente “Ernesto” que comandou a equipe militar no início da Operação Prato!

A equipe do site www.operacaoprato.com traz até vocês mais um documento militar inédito!

Recebemos de uma fonte altamente fidedigna, documento inédito, que apresentaremos a seguir em primeira mão, contendo informações sobre filmagens realizadas pela equipe militar durante a Operação Prato.

Embora o conhecimento de que filmagens tenham sido realizadas no período da missão militar não seja algo novo, já que o próprio Cel. Uyrangê Hollanda as mencionou em sua histórica entrevista em 1997, o presente documento traz informações valiosas como: número de filmagens realizadas, tipo de equipamento utilizado, dias, locais, duração, entre outras de muita valia para aqueles que pesquisam o assunto.

Infelizmente, nenhum filme foi liberado oficialmente ou mesmo vazado até hoje.

Como é de praxe em nosso trabalho, após a exibição do documento inédito, nossa Equipe apresenta uma análise detalhada do mesmo buscando extrair o máximo de informações e lançando novas perspectivas para a investigação desse extraordinário evento que após 40 anos ainda permanece sem uma solução definitiva.

Fonte: www.youtube.com – History Channel

O DOCUMENTO INÉDITO

ANÁLISE DO DOCUMENTO

A Autenticidade

O documento recebido pela equipe do www.operacaoprato.com é composto por uma única folha visivelmente amarelada pelo tempo.

A fonte do documento é absolutamente idônea e teve contato direto com militares integrantes da Operação Prato, recebendo o presente material das mãos do próprio sargento João Flávio de Freitas Costa, braço direito do, a época, Cap. Uyrangê Hollanda, comandante da Operação Prato. Entretanto, até o momento, prefere se manter no anonimato por questões pessoais.

Apresentação

O documento foi elaborado no final da década de 1970, quando as máquinas de escrever imperavam absolutas nas empresas, residências e instituições públicas, tratando-se, portanto, de um meio de registro de informações que ofereciam escassas possibilidades para a correção de erros.

O documento não apresenta timbre da instituição, numeração ou assinatura, entretanto, possui elementos que o ligam a 2ª Seção do I Comar.

Neste caso, apesar de no documento não estarem presentes elementos importantes como uma assinatura, por exemplo, contamos com a pertinência lógica do mesmo quando comparado à documentação oficial, fato este que será abordado detidamente nesta análise e com a própria idoneidade da fonte, que garantimos ser absolutamente fiável.

Análise de conteúdo

O documento inicia com um cabeçalho indicando o local de sua origem:

Ministério da Aeronáutica
Primeiro Comando Aéreo Regional
Estado Maior – 2ª Seção (SERINS)

Nessa parte, chamou nossa atenção a sigla “SERINS” colocada entre parênteses após a indicação da 2ª Seção, pois se trata de algo que ainda não havia sido observado em nenhum documento existente.

Buscamos a explicação no Decreto nº 73.368, de 26 de Dezembro de 1973 que aprovava o Regulamento dos Comandos Aéreos Regionais.

Art. 22. O Estado-Maior tem a seguinte constituição:

1 – Chefe;
2 – Seção de Pessoal;
3 – Seção de Informações;
4 – Seção de Operações;
5 – Seção de Logística;
6 – Seção de Planejamento Orçamentário.

Art. 26. A 2ª Seção (Informações), diretamente subordinada ao Chefe do Estado-Maior, é o Órgão que tem por finalidade o planejamento, a coordenação e o controle das atividades de Informações na área de jurisdição do COMAR.

Apesar de nossos esforços, não conseguimos, até o momento, concluir se a sigla SERINS seria uma abreviação da própria Seção de Informações ou algum setor ou serviço interno pertencente à 2ª Seção.

Em seguida temos o título do documento: Relatório de Informação. Infelizmente não possui uma numeração, o que pode indicar ser uma versão anterior, uma espécie de rascunho do documento final. Esse artifício era muito comum já que as máquinas de escrever não permitiam uma correção, facilidade da qual dispomos hoje.

Na sequência aparecem itens numerados de 1 a 4. Analisaremos um a um.

1. ASSUNTO : OANI

A designação do assunto é incomum em termos de Operação Prato. Se observarmos os relatórios militares atentamente veremos que as luzes observadas tiveram como descrição os seguintes termos: Corpo Luminoso; OVNI ou Objeto Voador Não Identificado. A sigla OANI é nova em termos da documentação produzida pela equipe militar da Operação Prato. Entretanto, o termo OANI foi largamente utilizado pelos militares que comandaram o SIOANI.

“O SIOANI, acrônimo de Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, foi uma estrutura organizacional formalmente criada pelo Comando da 4ª Zona Aérea da FAB, atual IV Comando Aéreo Regional (COMAR), para investigação e pesquisa científica do fenômeno do Objeto Aéreo Não Identificado, o chamado OANI, entre os anos de 1969 e 1972. Foi patrocinado pelo brigadeiro José Vaz da Silva, comandante da 4ª Zona Aérea e coordenado pelo major Gilberto Zani de Mello.” 1

2. DATA : 17 a 28 de FEV 78

Aqui encontramos uma estranheza. Conforme se pode observar no texto do documento, ele traz filmagens que vão do dia 27 de janeiro de 1978 a pelo menos o dia 03 de março do mesmo ano. Não há uma explicação razoável para o período apresentado.

3. REF : OPERAÇÃO PRATO

Aqui uma curiosidade. A “Operação Prato” foi encerrada oficialmente em 05/12/1977. Como podemos observar ela prosseguiu inclusive ostentando o mesmo nome.

4. ANEXO : FILMES S8 (50ft)

“Super 8 (ou Super 8 mm) é um formato cinematográfico desenvolvido nos anos 60 e lançado no mercado em 1965 pela Kodak, como um aperfeiçoamento do antigo formato 8 mm, mantendo a mesma bitola.

Quando surgiu, o Super 8 foi proposto para uso amador - registro de eventos sociais, viagens e cenas domésticas. Seu baixo custo em relação às bitolas profissionais de cinema (35 mm e 16 mm) e a sua qualidade em relação ao 8 mm tradicional fizeram com que se tornasse, nos anos 1970 e 1980, o formato preferencial para filmes de estudantes, filmes experimentais e mesmo para tentativas semi-profissionais de cineastas iniciantes.

No entanto, nos anos 1990, com a popularização do vídeo, o uso amador e doméstico do Super 8 foi praticamente extinto. E é claro que seu uso "alternativo" não foi suficiente para manter todo um segmento da indústria de equipamentos eletrônicos em atividade.

O filme Super 8 tem capacidade para 50 pés (15 metros) de filme, dando uma autonomia de 2'50" aproximadamente a 24 f.p.s (fieds per second)  e 3'10" a 18 f.p.s. (fieds per second).

Para filmagens em Super 8, existem câmeras sonoras e mudas, e cada uma delas possui igualmente um tipo de cartucho específico para seu uso.”2

Concluímos, portanto, que apesar do Super 8 não ser geralmente associado ao registro de atividades militares, a época apresentada pelo documento para as gravações é compatível com a utilização desse formato de filme.

Passemos a analisar agora os 04 (quatro) filmes Super-8 discriminados no documento.

FS8 Nº 01

De acordo com o documento, este filme foi iniciado na cidade de Ananindeua-PA, no Rio Guajará nas instalações da Volkswagen (Serraria) em dois momentos distintos. O primeiro momento teria ocorrido as 23:32h do dia 27/01/78 sendo que o OANI possuía altitude estimada de 900ft (300m); menor distância para o observador de 3.000ft (1.000m); tamanho aparente de 5 cm e rumava no sentido SE/N.   O segundo momento teria ocorrido as 1:08h do dia 28/01/78 em condições quase idênticas a anterior. O OANI rumava no sentido Norte e efetuou uma curva de 175˚ desaparecendo a baixa altura.

Para filmar essas duas passagens teriam sido usados 30 pés de película. Esta informação é importante, pois nos permite calcular o tempo aproximado das filmagens realizadas.

Como não temos informações sobre a velocidade em que foram filmados (18 ou 24 quadros por segundo) segue a tabela abaixo com as duas possibilidades:

 30 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.1 min 54s
24 f.p.s.1 min 42s

Vamos agora comparar as informações contidas no presente Relatório com os registros nos Relatórios militares hoje disponíveis e que podem ser consultados na sessão Documentos deste site.

Em relação à primeira passagem do dia 27/01/78 temos:

27 DE JANEIRO DE 1978

Data/Hora: 27/01/78 – 23:32h
Tipo: Observação militar
Local: Rio Laranjeira (afluente do Rio Guajará) – Cimatro

1- Fonte: Resumo Sintético Cronológico:

2- Fonte: Relatório Extra 10

3- Fonte: Registros de Observações de Ovnis

Comparando os documentos observamos uma divergência no tamanho aparente da luz observada (5cm no Relatório de Informação contra 10 cm nos relatórios militares conhecidos).

Os relatórios militares ainda nos permitem obter outras informações como, por exemplo, que a equipe do A2 possivelmente estaria posicionada em uma caixa d’água com 25-28m de altura por ocasião da filmagem e estariam acompanhados de civis.

Em relação à segunda passagem do dia 28/01/78 temos:

28 DE JANEIRO DE 1978

Data/Hora: 28/01/78 – 01:08h

Tipo: Observação militar

Local: Rio Laranjeira (afluente do Rio Guajará) – Cimatro

1- Fonte: Resumo Sintético Cronológico

2- Fonte: Relatório Extra 10

3- Fonte: Registros de Observações de Ovnis

 

Na comparação dessa segunda passagem obtemos várias informações que não constam do Relatório de Informação como: altitude, distância e tamanho aparente por exemplo.

Há também alguns outros pontos que merecem nossas considerações. Conforme podemos observar na descrição contida na fig.1 do Anexo 01 do Registro nº 089, foi feita a menção de que se trataria de um filme particular, supostamente pertencente a Adalberto Kovacs Nogueira e a filmagem teria sido realizada pelo PLA Virgílio Ernesto Arantes Mello (falecido).

Adalberto Kovacs era piloto comercial e foi dono da empresa Taxi Aéreo Kovacs. Infelizmente faleceu em 02/12/2015 conforme texto contido no link a seguir https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2015/12/03/kovacs-o-pioneiro/

Já Virgílio Ernesto também era piloto comercial e faleceu num acidente aéreo em 31/10/78 quando pilotava um Cessna 402 pertencente a Taxi Aéreo Kovacs conforme notícia contida no link a seguir: http://www.desastresaereos.net/ac_br_1978.htm

Em seguida, consta no Relatório de Informação que com o mesmo filme de 30 a 50 pés, a filmagem foi reiniciada em Colares no dia 18/02/78.

 20 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.1 min 16s
24 f.p.s.1 min 08s

A partir deste registro, em função de não terem sido informados os horários das filmagens e haver mais de um avistamento nos dias consignados, apresentaremos alguns dos registros existentes para o respectivo dia. Infelizmente, também não poderemos afirmar se todas as observações do dia indicado foram efetivamente filmadas.

Obs: Caso o leitor deseje verificar todos os registros militares existentes para um determinado dia poderá utilizar-se do documento produzido por nossa equipe “Compilação de Registros Militares” na sessão Artigos.

18 DE FEVEREIRO DE 1978

Data/Hora: 18/02/78 – 19:00h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 18/02/78 – 20:10h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 18/02/78 – 20:25h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 18/02/78 – 21:10h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1- Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Finalizando esse item, é citado o equipamento utilizado e algumas informações:

Elmo S 1000, f:1.4 aumento 8 vezes

Embora o Relatório não tenha sido suficientemente claro se a câmera utilizada possuía ou não a função som, obtivemos na internet dados de um modelo que se aproximaria do citado.

Elmo 1000 S Macro
Year: 1976-79
Weight: 2000 g
Lens: Elmo zoom 1,8 / 7 - 70 mm
Macro focusing
Split Image Focusing
Auto / Manual Zoom with 2 Speeds
Frame rates: 18, 24
Manual / Auto Exposure
Fades
Remote control socket
Auto / Manual Recording Level Control
6 X 1,5V batteries
Made in Japan
Original price in England (in the year of introduction): £509

Fonte: http://super8wiki.com/index.php/Elmo_1000_S_Macro

Podemos observar que o ano de fabricação (1976-1979) é compatível com a época em que os filmes foram realizados.

Importante destacar que há uma aparente inconsistência sobre o modelo de equipamento utilizado entre o Relatório de Informação e o que consta no já citado Anexo 01 do Registro nº 089 que indicou a filmadora Elmo 360. Entretanto, podemos considerar que a Elmo 360 tenha sido utilizada com o filme do Sr. Adalberto Kovacs e a partir de 18/02/78, em Colares ou em algum outro momento posterior, a Elmo S 1000 tenha sido a filmadora utilizada. Devemos considerar ainda a filmadora S8 CANON AUTO ZOOM 514 citada na lista de equipamentos conduzidos pela equipe no início da 2ª Missão em 25/11/77.

FS8 Nº 02

Obs: De acordo com o Relatório de informação todos as filmagens ocorreram entre as 18:00h e as 23:50h.

A - Filmado em Colares no dia 22/02/78 - 0 a 15 ft

 15 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.57 s
24 f.p.s.51 s

22 DE FEVEREIRO DE 1978

Data/Hora: 22/02/78 – 18:50h
Tipo: Observação militar/civil
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 22/02/78 – 19:15h
Tipo: Observação militar/civil
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 22/02/78 – 21:00h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

B - Filmado em Colares no dia 25/02/78 - 15 a 35 ft

20 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.1 min 16s
24 f.p.s.1 min 08 s

25 DE FEVEREIRO DE 1978

Data/Hora: 25/02/78 – 19:00h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 25/02/78 – 20:25h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

C - Filmado em Colares no dia 26/02/78 - 35 a 50 ft

15 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.57s
24 f.p.s.51 s

26 DE FEVEREIRO DE 1978

Data/Hora: 26/02/78 – 18:40h
Tipo: Observação militar/civil
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 26/02/78 – 19:15h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 26/02/78 – 19:25h
Tipo: Observação militar/civil
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 26/02/78 – 19:35h
Tipo: Observação militar/civil
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 26/02/78 – 19:38h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 26/02/78 – 19:45h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

FS8 Nº 03

A - Filmado em Colares no dia 28/02/78 - 0 a 15 ft

15 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.57s
24 f.p.s.51 s

28 DE FEVEREIRO DE 1978

Data/Hora: 28/02/78 – 20:05h
Tipo: Observação militar/civil
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 28/02/78 – 23:00h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

B - Filmado em Colares no dia 01/03/78 - 15 a 40 ft

25 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.1min 35s
24 f.p.s.1min 25 s

01 DE MARÇO DE 1978

Data/Hora: 01/03/78 – 19:20h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 01/03/78 – 19:25h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 01/03/78 – 20:05h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 01/03/78 – 21:05h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

C - Filmado em Colares no dia 02/03/78 - 40 a 50 ft

10 pés de filme

Velocidade da filmagemTempo  de filmagem
18 f.p.s.38s
24 f.p.s.34 s

02 DE MARÇO DE 1978

Data/Hora: 02/03/78 – 1:30h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 02/03/78 – 19:00h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

Data/Hora: 02/03/78 – 23:45h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

==========ooo==========

03 DE MARÇO DE 1978

Data/Hora: 03/03/78 – 05:25h
Tipo: Observação militar
Local: Colares

1-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

FS8 Nº 01 A

No relatório foi consignada a seguinte descrição:

Feito por cinegrafista do CISA no Rio Guajará, dia 09/10.12.78

Este registro merece uma detalhada análise.

Há duas possibilidades a se considerar. Analisaremos ambas. O leitor deverá decidir.

1. A data consignada de 09/10.12.78 está correta.

Nesse caso, devemos buscar uma explicação. Por que foi atribuída a  numeração “1A” para um vídeo que foi registrado após o nº 3?

Aqui outros dois caminhos.

A primeira possibilidade seria o esquecimento. Ou seja, a filmagem teria sido realizada antes do vídeo FS8 nº 1 ou mesmo entre os vídeos FS8 nº 1 e 2 e, para tornar coerente a numeração adotada, optou-se por essa solução. Entretanto, nesse aspecto repousa um grande problema. As datas apresentadas: 09 e 10 de dezembro de 1978 são muito distantes das datas apresentadas para os vídeos FS8 nº 1 e 2. Não há coerência em relação ao aspecto temporal.

A segunda possibilidade seria tratar-se de um vídeo especial, com uma numeração igualmente especial e que foi realmente realizado após FS8 nº 3. Da mesma forma que analisamos anteriormente, haveria também um lapso de nove meses entre os vídeos descritos anteriormente.

Outro aspecto a ser observado é que se considerarmos que  não houve um erro nesta informação da data, trataria-se do último registro militar que se tem conhecimento relacionado à Operação Prato (o último conhecido seria o registro do relato do piloto Luiz Carlos Gomes Freitas do Vale ocorrido em Tomé Açu no dia 28 de novembro de 1978). Considerar essa possibilidade seria admitir que a operação militar teria sido ainda mais longeva do que se supõe até hoje.

Outra questão seria o registro da presença de um agente do CISA mais de um ano após o encerramento oficial da Operação Prato. Tal fato justificaria a numeração especial para a fimagem mas, apesar de ser possível, parece improvável pela falta de outros registros.

Acreditamos em uma outra possibilidade.

2. A data correta da filmagem seria 09/10.12.77

Se considerarmos essa possibilidade as coisas passam a fazer muito mais sentido como veremos a seguir.

Nesse caso, a presença da numeração “1A” estaria muito mais de acordo no aspecto cronológico quando comparado com os filmes S8 nº 1 e 2.

A presença de um agente do CISA em dezembro de 1977 é plenamente justificável documentalmente.

O CISA, Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica, era parte da rede de serviços de informação constituída por unidades especializadas nas Forças Armadas e concebidas para colher informações de interesse da segurança nacional. Integrava, portanto, o Sistema Nacional de Informações, cujo principal órgão era o Serviço Nacional de Informações (SNI).

Nesse caso, percebe-se que o interesse da Comunidade de Informações foi muito mais além do que a simples curiosidade, conforme afirmado pelo Cel. Hollanda em sua entrevista de 1997.

A primeira e única menção até então relacionada à participação de agentes do CISA ocorreu no relatório da 2ª Missão que se iniciou em 25 de novembro de 1977 tendo sido mencionado o nome do agente GEORGE que, inclusive, supostamente seria o responsável pela equipe operacional nesse início.

E a mais importante das evidências. A informação de que a filmagem ocorreu no Rio Guajará.

Se observarmos os relatórios militares abaixo, veremos que os dias 09 e 10 de dezembro de 1977 foram particularmente intensos em termos de observações de luzes exatamente no Rio Guajará. Vejamos:

09 DE DEZEMBRO DE 1977

Data/Hora: 09/12/77 – 23:50h
Tipo: Observação militar
Local: Rio Guajará - Ananindeua

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

2-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

Obs: Embora a foto a seguir conste como Anexo do Registro nº 064, pelas informações constantes na mesma ela parece pertencer ao Registro nº 063.

==========ooo==========

10 DE DEZEMBRO DE 1977

Data/Hora: 10/12/77 – 00:50h
Tipo: Observação militar
Local: Rio Guajará – Ananindeua

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

2-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Data/Hora: 10/12/77 – 01:50h
Tipo: Observação militar
Local: Rio Guajará – Ananindeua

1-Fonte: Resumo Sintético Cronológico

2-Fonte: Registros de Observações de Ovnis

==========ooo==========

Com um olhar ainda mais atento podemos coroar o rol de evidências com uma cereja no bolo! Observemos atentamente que está registrada uma filmagem em Super 8  ocorrida no dia 10/12/77 com o mesmo equipamento (CANON 514) descrito pela equipe quando do início da 2ª missão em 25/11/77.

Ou seja, tudo nos leva a pensar que o filme S8 nº 1A foi realizado em 09/10.12.77, no Rio Guajará, tendo a presença de pelo menos um agente do CISA.

Acreditamos que pelo fato do presente Relatório de Informação ter sido produzido em 1978, onde todos os registros eram de filmagens desse mesmo ano, tenham levado o autor do documento a cometer esse equívoco.

Neste ponto o leitor poderá estar se perguntando! E qual a importância dessa informação?

Respondemos: TOTAL.

Explicaremos.

Acontece que cremos que os registros nº 63, 65 e 66 do documento “Registros de Observações de OVNIs” e que foram apresentados acima tratam do avistamento mais famoso já descrito: A BOLA DE FUTEBOL AMERICANO COM 100 METROS DE ALTURA mencionada na histórica entrevista do Cap. Hollanda em 1997.

Esse tema foi amplamente estudado e apresentado no capítulo 8 do livro Corpos Luminosos. Uma operação militar em busca de respostas  do autor Hélio A. R. Aniceto e um dos coautores dessa análise.

Infelizmente para aqueles que esperam uma filmagem inquestionável sobre a origem extraterrestre do fenômeno, pelas imagens que foram disponibilizadas e entrevistas anteriores que foram concedidas, é possível que a “bola de futebol americano” não seja algo tão fantástico como foi relatado pelo Cel. Uyrangê Hollanda em seu depoimento em 1997.

Queremos deixar aqui registrado que não é o objetivo desta análise descartar a origem extraterrestre dos eventos. Eles ainda permanecem com sua autoria desconhecida.

Finalizando o documento, temos registrado o não menos curioso nome ”ERNESTO”.

O nome ERNESTO aparece em três oportunidades nos Relatórios militares conhecidos:

1. Relatório da 1ª Missão

2. Relatório da 2ª Missão

Já apresentado anteriormente.

3. Relatório - informe 01/79 ERNESTO

Mas quem seria o agente Ernesto?

Inicialmente já possuíamos desconfiança de que, na verdade, ERNESTO seria um codinome utilizado pelo sargento Flávio Costa pelos motivos abaixo:

1 - O Sargento Flávio acompanhava os eventos desde o seu começo conforme relatado por nossa fonte. Seria razoável supor que ele comandasse a equipe militar da Aeronáutica no seu início até a entrada do Cap. Uyrangê Hollanda;

2 - O filho mais velho do Sargento Flávio chama-se Fernando ERNESTO;

3 - E a mais evidente! Se compararmos as assinaturas do Informe 01/79 Ernesto e as demais assinaturas do sargento Flávio em várias passagens dos relatórios, podemos constatar que se tratam da mesma assinatura. Vejamos:

Além de todas as evidências, recebemos recentemente, informação de uma fonte absolutamente fidedigna que nos confirmou que ERNESTO RUFOS CASTRO era realmente o codinome utilizado pelo sargento João Flávio de Freitas Costa. Inclusive explicou que ERNESTO referia-se realmente ao nome do filho como suspeitávamos. RUFOS estaria relacionado a UFOS, assunto pelo qual se interessava e não soube explicar quanto ao nome CASTRO.

A enorme importância dessa descoberta reside na confirmação de que o Sargento João Flávio de Freitas Costa foi o comandante da equipe militar no início da 1ª Missão em 20/10/77, posto no qual se manteve até 01/11/77 quando o Cap. Uyrangê Hollanda assumiu o comando.

CONCLUSÃO

O fato de que militares da Aeronáutica realizaram filmagens das estranhas luzes que assombravam as populações ribeirinhas em 1977/78 durante a execução da Operação Prato era algo já aceito como verdade absoluta pela comunidade ufológica. A apresentação deste Relatório de Informação apenas comprova documentalmente a sua ocorrência.  

Infelizmente, até esse momento, nunca houve a liberação de qualquer um desses vídeos ao público. A Aeronáutica tem, sistematicamente, negado que possua em seus arquivos tais filmes.

Embora os filmes Super 8 possuam boa durabilidade, garantir que, nesses últimos 40 anos, eles tenham sido corretamente armazenados ou que não foram destruídos é uma tarefa difícil. Igualmente difícil, seria confirmar que não teriam sido enviados ao exterior ou mesmo que não se encontram perdidos dentro de caixas não identificadas nos arquivos da própria Aeronáutica. Outra possibilidade é que o conteúdo dessas filmagens seja algo tão fantástico que as nossas autoridades entendem que elas precisam permanecer longe dos olhos do público. São muitas perguntas sem respostas.

Resta-nos prosseguir investigando e aguardando que um dia esses filmes venham a tona e, através deles, consigamos decifrar a origem desses fantásticos acontecimentos que se tornaram o maior evento ufológico de todo o mundo.

Autores do artigo: Luiz Fernando, Raphael Pinho, Hélio A. R. Aniceto, P.A. Ferreira e M.A. Farias.

  • Sergio Govea

    ………….
    Por que não entram com “habeas data” no STF ?

    Fazer cumprir a Lei.

    Sergio Govea.
    .

  • Aquim Calazans Campos de Freit

    Muito lúcida e interessante essa detida análise, parabéns aos seus autores. A despeito da famosa declaração do ex comte desta histórica operação militar, as filmagens persistem como dilema neste angustioso inquérito militar exânime, para àqueles que ainda se debruçam nesta matéria. Quanto ao documento não há de se questionar sua lisura e veracidade quanto ao seu inteiro teor, ainda mais q para os pesquisadores deste assunto não havia quaisquer documentos unicamente dedicado à filmagens e pelos que foram liberados percebe-se que qdo há menção a este procedimento, estes são tênues e raros (pressupõe-se q isto tenha ocorrido p adjunção de filmadoras nos instrumentos utilizados para os registros, ou como no caso de particulares como no aludido acima que resultou no episódio inédito que envolveu os Srs. Virgílio e Adalberto, excluídos estes fatos vemos q as filmagens estão esparsas nos relatos militares, que contudo seguem indefiníveis), uma outra observação relevante diz respeito ao fato que papéis de informações qdo consideradas sigilosas não necessitam de qq chancelas governamentais, são em resumo dados concisos e breves como requer protocolo de informações, sem riqueza de detalhes para que haja entendimento para os que assim trabalham na área de inteligência. No entanto, persiste dúvidas quanto ao último registro sobre a filmagem do agente “Ernesto”, difere dos demais por ser vago e impreciso, são apenas 2 linhas nada mais, este merece mais atenção dos pesquisadores, até pq foi contribuinte do CISA (antigo departamento de inteligência da FAB), no tocante a sua real identidade, aos autores deste artigo minhas apologias. A foto sem nitidez do ROV 63 (q o autor corrigiu como sendo deste lote, o ROV 63), realmente tem como distinguir ao fundo preto, a figura de um balão (tipico daqueles das festas de São João, constantemente proibido pela FAB, pq pode produzir acidentes aéreo e tvz p isso os militares por analogia tenham feito tal comentário em nota), porém ao deduzir pela leitura nos relatos, o curioso é q este CL (corpo luminoso) neste formato tenha se deslocado ladeando a calha (margem do rio) em baixa altitude, sendo visível aos militares a olho nu e não em alta altitude no firmamento escuro da noite, tvz essa tenha sido a maior curiosidade deles, que tinham em mente a versão dos locais de que muitos ataques deste CL’s eram próximos em naves cilíndricas. Como inferência a este meu enfoque, acrescento uma última indagação: O Cel Hollanda afirma em sua póstuma e célebre entrevista dada a revista UFO q a OP se encerrou no final de 77 com ordens dadas p seu superior imediato, se isso ocorreu, pq temos registros da continuidade da OP no decorrer do ano seguinte?

  • Alexandre Lanna

    Torço para que os filmes sejam liberados.

  • Aquim Calazans Campos de Freit

    Muito lúcida e interessante essa detida análise, parabéns aos seus autores. A despeito da famosa declaração do ex comte desta histórica operação militar, as filmagens persistem como dilema neste angustioso inquérito militar exânime, para àqueles que ainda se debruçam nesta matéria. Quanto ao documento não há de se questionar sua lisura e veracidade quanto ao seu inteiro teor, ainda mais q para os pesquisadores deste assunto não havia quaisquer documentos unicamente dedicado à filmagens e pelos que foram liberados percebe-se que qdo há menção a este procedimento, estes são tênues e raros (pressupõe-se q isto tenha ocorrido p adjunção de filmadoras nos instrumentos utilizados para os registros, ou como no caso de particulares como no aludido acima que resultou no episódio inédito que envolveu os Srs. Virgílio e Adalberto, excluídos estes fatos vemos q as filmagens estão esparsas nos relatos militares, que contudo seguem indefiníveis), uma outra observação relevante diz respeito ao fato que papéis de informações qdo consideradas sigilosas não necessitam de qq chancelas governamentais, são em resumo dados concisos e breves como requer protocolo de informações, sem riqueza de detalhes para que haja entendimento para os que assim trabalham na área de inteligência. No entanto, persiste dúvidas quanto ao último registro sobre a filmagem do agente “Ernesto”, difere dos demais por ser vago e impreciso, são apenas 2 linhas nada mais, este merece mais atenção dos pesquisadores, até pq foi contribuinte do CISA (antigo departamento de inteligência da FAB), no tocante a sua real identidade, aos autores deste artigo minhas apologias. A foto sem nitidez do ROV 63 (q o autor corrigiu como sendo deste lote, o ROV 63), realmente tem como distinguir ao fundo preto, a figura de um balão (tipico daqueles das festas de São João, constantemente proibido pela FAB, pq pode produzir acidentes aéreo e tvz p isso os militares por analogia tenham feito tal comentário em nota), porém ao deduzir pela leitura nos relatos, o curioso é q este CL (corpo luminoso) neste formato tenha se deslocado ladeando a calha (margem do rio) em baixa altitude, sendo visível aos militares a olho nu e não em alta altitude no firmamento escuro da noite, tvz essa tenha sido a maior curiosidade deles, que tinham em mente a versão dos locais de que muitos ataques deste CL’s eram próximos em naves cilíndricas. Como inferência a este meu enfoque, acrescento uma última indagação: O Cel Hollanda afirma em sua póstuma e célebre entrevista dada a revista UFO q a OP se encerrou no final de 77 com ordens dadas p seu superior imediato, se isso ocorreu, pq temos registros da continuidade da OP no decorrer do ano seguinte?

  • Pingback: Documento militar inédito é publicado pelo site Operação Prato.com - OVNI Hoje!()

  • Stephan Rapina

    Infelizmente o documento não possui carimbo do regimento o que era e é obrigatório. Todas as páginas de um documento tinha q ter um carimbo.
    Como a gente pode ver nos outros documentos apresentados na postagem.
    Mesmo que seja autêntico, e supondo q sim, isso inviabiliza toda e qualquer autenticidade do mesmo e perde todo o valor.
    Infelizmente, como comentei, esta folha não pode ser considerada, por mais q a fonte seja de plena confiança ou até mesmo que tenha vindo de quem filmou.