VÍDEOS

Sumário:

      1. Operação Prato: Uyrangê Hollanda Conta Tudo

      2. Operação Prato Cel Uyrangê Hollanda

      3. Fantástico – Coronel Uyrangê de Hollanda Lima

      4. Linha Direta – Operação Prato [Completo]

      5. Arquivos Extraterrestres – O Roswell Brasileiro (Operação Prato)

      6. Contato Extraterrestre – Ataques

      7. Investigando OVNIs (National Geographic) – Ep. 03 – O Mistério da Luz

      8. Operação Prato: Depoimento de Carlos Mendes

      9. Chupa-Chupa – “A História que Veio do Céu” – documentário 2007/Colares/Pará

      10. Documentário EPTV (Ilha de Colares, Operação Prato, variedades, etc.)

      11. Programa Invasão – TV Cultura Episódio: Colares

 

1. Operação Prato: Uyrangê Hollanda Conta Tudo

O presente conteúdo trata-se talvez do vídeo mais revelador existente sobre os eventos de 1977 – Operação Prato. Se refere a uma entrevista com o falecido coronel Uyrangê Hollanda, principal comandante das operações militares realizadas pela Força Aérea Brasileira para a investigação do fenômeno. A entrevista foi gravada nos primeiros dias do mês de agosto de 1997 pelos ufólogos Ademar Gevaerd, editor da revista Ufo e, Marco Antônio Petit, co-editor. Os bastidores dessa entrevista foram descritos por Ademar Gevaerd que declarou que desde algum tempo após o fim da Operação Prato havia realizado algumas tentativas de entrevistar Hollanda, entretanto sem sucesso, haja vista que ele não objetivava se manifestar. Isso teria mudado no ano de 1997 quando o próprio Hollanda lhe teria feito uma ligação telefônica, onde mencionou sua mudança de posicionamento, de forma que já estaria disposto a permitir sua entrevista.

Os termos da entrevista foram combinados e tão logo foi possível, Gevaerd e Petit se dirigiram até a cidade de Cabo Frio, no litoral do estado do Rio de Janeiro. A entrevista ocorreu na residência de Hollanda, que tratava-se de um apartamento localizado próximo a beira-mar.

A entrevista, registrada em vídeo, não contou com grande qualidade técnica na sua produção visto que o principal objetivo dos representantes da revista não se tratava de uma divulgação audiovisual, mas sim de publicá-la na revista Ufo, o que de fato veio a ocorrer. O conteúdo da entrevista, após ser transcrito, foi dividido em duas partes que foram publicadas nas edições Nº 054 (outubro de 1997) e Nº 055 (novembro de 1997).

Nessa entrevista, o coronel Hollanda descreve informações diversas sobre a Operação Prato e os complexos eventos investigados a partir dela. O militar, que fornece algumas informações pessoais sobre si e sua carreira dentro da FAB, também aborda temas como sua motivação para dar a entrevista e sua relação com a ufologia e a comunidade ufológica.

Em relação a Operação Prato, falou a respeito dos acontecimentos que levaram ao início da operação e sua respectiva participação, o posicionamento dos escalões superiores da Força Aérea perante os acontecimentos e as proporções do envolvimento de outros órgãos governamentais. Explicou sobre os objetivos e organização da missão, além de comentar sobre seu início, execução e final; informações sobre alguns dos outros componentes da operação também foram fornecidas.

Hollanda descreveu detalhes importantes sobre os registros feitos pelos militares perante o que presenciavam, seja observando diretamente ou junto a testemunhas e vítimas localizadas em meio a população das localidades atingidas pelo fenômeno.

Por suas palavras é possível perceber as proporções da influência que o fenômeno produziu sobre ele, sua equipe e a população local, além da delicada relação existente entre essa população e os militares.

Detalhes referentes aos OVNIs foram citados e, segundo Hollanda, se destacaram dois objetos que teriam sido visualizados por ele ao longo das semanas em que permaneceu chefiando a missão. O primeiro se tratou de um objeto de forma discoide que teria aproximadamente 30 metros de diâmetro e, o segundo, um objeto verticalizado com uma forma que lembrava uma bola de futebol americano (elíptica), que teria um comprimento de aproximadamente 100 metros.

2. Operação Prato Cel Uyrangê Hollanda

O presente conteúdo trata-se de uma entrevista realizada no segundo semestre de 1997 pelo ufólogo Marco Petit, co-editor da revista UFO, com o falecido coronel Uyrangê Hollanda, principal comandante das operações militares realizadas pela Força Aérea Brasileira para a investigação dos eventos de 1977 – Operação Prato.

Petit gravou a presente entrevista com o intuito de adaptar esse material a um documentário maior que ele pretendia elaborar, referente a esses eventos ocorridos no norte do Brasil no final da década de 70 (1977 principalmente), onde foram relatados diversos avistamentos de corpos luminosos que sobrevoavam o céu noturno de determinadas localidades. O ápice do fenômeno se deu na cidade de Colares-PA e, também é atribuído a esses objetos a responsabilidade por ataques contra a população dessas localidades. O documentário não foi realizado mas, a entrevista tornou-se valiosa por si só.

É comum que alguns pesquisadores durante suas pesquisas sobre a Operação Prato ignorem esta entrevista por pensarem se tratar de uma versão resumida de uma entrevista mais longa e conhecida que também foi concedida por Hollanda. Tal confusão ocorre pela semelhança das suas declarações, além do fato de que Hollanda aparentemente se utilizou da mesma camisa em ambas as entrevistas; entretanto o presente material foi gravado num dia diferente e possui conteúdo distinto.

Na entrevista, o coronel Hollanda comentou sobre o seu envolvimento com a Operação Prato, incluindo os objetivos da missão e a maneira como esta foi organizada. O militar descreveu o trabalho realizado por sua equipe, incluindo as informações que obtiveram seja por observação direta ou, coletado junto a população das áreas atingidas.

Ele fornece detalhes referentes a ataques que os objetos voadores de origem desconhecida teriam realizado contra moradores de determinadas localidades, os danos físicos sofrido pelas vítimas e, o abalo psicológico das populações atingidas.

Explicou o que sabia a respeito da origem do fenômeno e, como se deu sua evolução ao longo do território brasileiro. Apesar de não ter conseguido obter qualquer prova que confirmasse que por trás do fenômeno se encontravam seres alienígenas, as palavras de Hollanda evidenciam sua crença no sentido de que tais seres, além de existirem, seriam os autores por trás dos complexos acontecimentos, de forma que ele emitiu sua opinião a respeito de quais seriam os objetivos desses autores.

Mencionou detalhes referentes aos objetos visualizados e, sobre como realizou seus respectivos registros. Entre os principais fatos testemunhados descritos por Hollanda nesta entrevista, além do importante relato de um objeto discoide que possuiria cerca de 30 metros de diâmetro, foi bastante detalhado a descrição que o entrevistado forneceu referente a um objeto que possuiria a forma de uma bola de futebol americano (elíptica), que possuiria comprimento de aproximadamente 100 metros.

3. Fantástico – Coronel Uyrangê de Hollanda Lima

O presente conteúdo trata-se da primeira entrevista gravada com o falecido coronel Uyrangê Hollanda, principal comandante das operações militares realizadas pela Força Aérea Brasileira para a investigação dos eventos de 1977 – Operação Prato.

Essa entrevista foi veiculada pelo programa Fantástico da Rede Globo, no domingo do dia 20 de julho de 1997. Apesar dessa entrevista ter sido transmitida por esse canal de televisão, os bastidores da gravação se iniciaram quando no início daquele mesmo mês de julho, o entrevistado entrou em contato com o ufólogo Ademar Gevaerd, editor da revista Ufo. A partir dessa conversa Hollanda se disponibilizou a conceder uma entrevista para a revista, o que de fato veio a ocorrer mas, antes disso, Gevaerd o convenceu a gravar uma entrevista para ser transmitida em rede nacional; Gevaerd futuramente alegou que abriu mão de noticiar a primeira entrevista de Hollanda pelo fato de que considerava que o testemunho do ex-militar era algo significativo demais para ser noticiado apenas através da revista, haja vista que aquela possuía uma diminuta quantidade de leitores quando comparada aos telespectadores de uma grande rede de televisão (Luiz Petry, produtor do Fantástico e, Bia Cardoso, da Manchete, foram contatados por Gevaerd e se dirigiram à residência de Hollanda para entrevistá-lo).

4. Linha Direta – Operação Prato [COMPLETO]

A Operação Prato, segundo a Rede Globo

Programa ‘Linha Direta’ apresentou especial sobre OP. (Exibido em 25/08/2005)

Por Pepe CHAVES*

O programa especial da Operação Prato, apresentado pelo “Linha Direta” que foi ao ar em 25/08 mobilizou a comunidade ufológica brasileira que aguardou ansiosamente pela oportunidade. Era a primeira vez que esta histórica operação militar executada pela Força Aérea Brasileira (FAB) com fins ufológicos seria mostrada pela tevê brasileira, com direito à reconstituição de algumas passagens marcantes, interpretada por atores com “direção global”.

A produção dramática seguiu os rígidos padrões internacionais empregados pela Rede Globo em suas novelas e mini-séries, tendo direção impecável, exímios atores e efeitos especiais interessantes. Algumas das cenas, como àquela em que os raios do UFO atacam o interior de uma casa, atravessando o telhado e deixando em polvorosa as pessoas lá dentro, foram mesmo de aflorar os nervos dos telespectadores. Igualmente impactantes foram as outras aparições de UFOS, sobretudo, quando um grande objeto paira sobre o coronel Hollanda.

Em termos de informações aos pesquisadores, nada de novo veio à tona através do programa, senão os mesmos fatos já sabidos em outrora. Em verdade, o programa foi construído tendo como espinha dorsal a entrevista histórica concedida pelo coronel Uyrangê Hollanda à Revista UFO, dois meses antes de sua morte, ocorrida em outubro de 1997.

No elenco, houve a omissão de personagens que deveriam ter sido citados, pois que eram homens públicos na época e fizeram parte, sabidamente, daquelas ocorrências. Talvez por desejar evitar algum constrangimento com a FAB e os militares que hoje se encontram na reserva, a emissora omitiu o nome de “personagens” fundamentais que construíram a Operação Prato, tal como o do falecido sargento João Flávio de Freitas Costa, o segundo em campo depois de Uyrangê. Flávio foi responsável pela parte tática da Operação Prato, foi autor e assinou diversos mapas e desenhos que fez de UFOs e alienígenas, os quais, acompanham o vasto relatório gerado pela operação, hoje em poder do COMDABRA, em Brasília/DF. Erroneamente, a produção do programa deixou transparecer que o coronel Hollanda teria sido o autor dos desenhos feitos durante a operação. Outros nomes de militares sequer foram citados, tais como: brigadeiros Protásio de Lima e brigadeiro Camilo Ferraz (que aparece entregando a missão ao coronel Hollanda na encenação), que, em verdade, eram os verdadeiros comandantes da dita operação.

 Paralelamente à reconstituição dos fatos que se deram em fins dos anos 70, diversas pessoas também prestaram depoimentos no decorrer do programa, como os ufólogos Ademar Gevaerd, Marco Antônio Petit, Flávio Pereira, Ricardo Varela (engenheiro do INPE), a médica Wellaide Cecim de Carvalho, o piloto civil Ubiratan Pinon, incluindo ainda membros da ala “cética” em extraterrestres, como um físico, um psicólogo e até uma breve aparição do astrônomo Ronaldo Mourão, um “cético de carteirinha” – que, convenhamos, nada tinha a ver com o tema tratado!

A emissora mostrou uma preocupação em fazer contrapontos à crença extraterrestre, mas esqueceu-se de citar a possibilidade ainda que remota, de que tais fatos possam ser de natureza terrestre. O pecado dos maiores pesquisadores da Operação Prato é, ao meu ver, assumir toda a fenomenologia como sendo de origem extraterrestre, sem haver, de fato, uma comprovação isenta para tanto. O termo correto a ser empregado nesse caso, seria mesmo o  “alienígena” que não designa necessariamente “extraterrestre”, mas “desconhecido”.

O fato de que objetos desconhecidos apareçam voando no céu, com manobras que quebram os padrões da nossa Física, não assegura, necessariamente, que possam se tratar de naves pilotadas por extraterrestres – mesmo sendo esta a hipótese mais plausível.  É preciso colocar os pés no chão para abordar esta situação, pois há casos de contatos com aliens que envolvem a Operação Prato (como na entrevista nos concedida por Ubiratan Pinon, em UFOVIA), mas, efetivamente, infelizmente não há nenhuma prova concreta que os garanta como verídicos – além da realidade vivida e contada pelos seus protagonistas.

Creio que, em vez de tentar justificar a “inexistência extraterrestre” – portanto, sua ausência naqueles casos – ao trazer céticos para debater rapidamente tais convicções, a produção do programa deveria ter atentado a debater, sim, a possibilidade de que tais fenômenos pudessem se tratar de atividades de natureza terrestre desconhecida (ou seja, de tecnologia secreta; testes de armas, equipamentos e até mesmo de veículos aéreos e anfíbios de última geração), o que não deixa de ser uma grande possibilidade, mormente, levantada pelos pesquisadores mais abertos e não bitolados na incomprovada ação ET na Amazônia. O fato de a Rede Globo mostrar pessoas que acreditam em ET narrando suas experiências e, contrapondo isso aos registros científicos e pareceres de cientistas, parece induzir o espectador ao fato de que tudo não passou de um grande delírio coletivo, o que em verdade, até o mais inexperiente pesquisador da Operação Prato, sabe que não foi assim.

Como se pretendia produzir um programa histórico sobre a Operação Prato, além dos militares que não foram citados, faltou também citação a pesquisadores pioneiros. O primeiro a escrever sobre a Operação Prato foi o biomédico, ufólogo e filósofo paranaense Daniel Rebisso Giese, hoje radicado em Belém, autor de um dos dois únicos livros especializados em Operação Prato, “Vampiros e Extraterrestres na Amazônia”. Outra ausência sentida foi do pesquisador norte-americano Bob Pratt, autor do outro livro temático “Perigo Alienígena no Brasil” (CBPDV/Biblioteca UFO), que ao menos foi citado no programa. Bob Pratt, mais que qualquer brasileiro, pesquisou a Operação Prato através de suas viagens por diversos rincões da região amazônica, inclusive em localidades bem distantes de Belém e, em algumas oportunidades – como nos contou em entrevista exclusiva) na companhia do coronel Hollanda e do sargento Flávio Costa.

Além disso, outros notórios pesquisadores contemporâneos da OP poderiam ter figurado e serem ouvidos, mostrando também suas expectativas (algumas bastante inovadoras), que diferem da visão tradicional mantida pela maioria dos ufólogos. Entre estes, citamos três, que nos últimos tempos têm apresentado “reais e palpáveis” novidades acerca da Operação Prato. São eles: o experiente ufologista mineiro, “politécnico” Alberto Francisco do Carmo, que pesquisa a OP há mais de duas décadas e em breve apresentará um consistente trabalho acerca da operação; o ufologista e ex-oficial de vôo carioca Vitório Peret, que visitou a região de Belém inúmeras vezes, realizando vigílias e compartilhando de avistamentos de UFOs e OSNIs (Objetos Subaquáticos Não Identificados) em companhia de Hollanda, Flávio Costa e equipe da OP; e Fábio Bettinassi, ufologista paulista radicado em Araxá/MG e autor de um consistente estudo (entre outros) sobre a similaridade dos raios expelidos pelo chupa-chupa com os raios laser de última geração. Bettinassi é coordenador da Operação Trilha, uma junta de pesquisadores que desenvolve novos levantamentos acerca da Operação Prato e executará pesquisas de campo ao Estado do Pará em 2006. Enfim, apesar da Ufologia ser tratada de forma respeitosa pela Rede Globo, ao envolver históricos “personagens” da OP, como Pinon, Wellaide, Carlos Mendes e outros, creio que faltou contemporaneidade ao conteúdo apresentado. A Operação Prato atualmente, já não é mais contada e entendida como era há 20 anos.

Verdadeiramente, o grande trunfo da Operação Prato no “Linha Direta” se refere mesmo à popularização do tema no país, mesmo que de uma forma extremamente “clássica”, desconhecendo os mais novos estudos e atrelando-se ao básico. Certamente, grande parte da sociedade brasileira que já ouvira falar em Operação Prato, pôde, através do programa, terá uma idéia mais ampla destes incidentes ocorridos no Pará que, ao meu ver, não se prende somente à questão ufológica, mas às questões da Segurança Pública e vulnerabilidade do Brasil. As autoridades precisam entender discernir o que é fato daquilo que é lenda, para assim, poder apresentar soluções para ocorrências inusitadas como estas, que, diga-se: ninguém garante que não possam voltar a ocorrer em alguma parte do país.

O interessante é que, depois de tudo investigado, “vazado”, reportado, estudado, debatido e apresentado ao público pela maior emissora de tevê do país, a FAB ainda continua recusando-se a pronunciar “qualquer coisa” sobre a Operação Prato. Mesmo tendo executado tal manobra a pedido do prefeito e do padre de Colares, a FAB não deu até hoje, quaisquer esclarecimentos ou explicações plausíveis àquelas populações. Os casos não se limitaram somente a Colares, como deu a entender o programa, mas em diversas localidades ribeirinhas da bacia do rio Tapajós.  Acredita-se que centenas de seus munícipes foram lesados e em alguns casos, até mutilados/inutilizados/mortos, sem que recebessem adequadamente quaisquer tratamentos psicológico, clínico ou indenizações por parte do Estado ou da União.

Contudo, como telespectador global, penso que, pelo bem geral e felicidade da nação, a Rede de Globo ainda tem a chance de “atualizar” a sua versão da Operação Prato e passá-la a limpo apresentando-a de forma ainda mais isenta, quiçá num episódio do “Globo Repórter”…

* Pepe Chaves é editor de do jornal Via Fanzine, webmaster do portal UFOVIA e coordenador da Operação Trilha.

Publicado em: http://www.viafanzine.jor.br/op_globo.htm

5. Arquivos Extraterrestres – O Roswell Brasileiro (Operação Prato)

Obs: Embora a análise a seguir tenha sido feita para o programa original em inglês e transmitido nos EUA, o link oferecido refere-se à versão traduzida e exibida no Brasil pelo canal History Channel na série “Arquivos Extraterrestres”.

A Operação Prato por detrás das lentes do THC

Documentário sobre a Operação Prato foi produzido no Pará e exibido nos EUA.

                                                                        Operação Trilha

Coordenação*

ROSWELL BRASILEIRO? – O documentário The Brazil´s Roswell é uma produção da Towner Productions para o The History Channel (THC) canal a cabo dos EUA. O documentário aborda a Operação Prato (pesquisada pela Operação Trilha), manobra militar brasileira deflagrada em Colares/PA, no final de 1977 e comandada pelo capitão Uyrangê Hollanda que investigou ataques de UFOs contra ribeirinhos naquela região.

PRODUÇÃO – O documentário exibido pelo programa UFO Files do THC em dezembro de 2005 tem narração no idioma inglês, com 40 minutos de duração e contou com uma produção de estupenda qualidade. Comparativamente, a produção norte-americana, tecnicamente foi superior à – também excelente – produzida pela Rede Globo de Televisão, exibida em agosto de 2005 quando tratou do mesmo assunto. Entretanto, se a produção da Towner superou a da Globo em quesitos técnicos, podemos assegurar que as reconstituições criadas pela Globo, podem ser vistas como superiores, já que promoveram um maior envolvimento emotivo entre o telespectador e as situações reconstituídas.

COINCIDÊNCIAS – Considerando todos os fatores técnicos e artísticos, a produção da Towner, curiosamente, seguiu uma linha bastante semelhante à da produção global, exibida três meses antes.

Vejamos alguns pontos: 1) praticamente os mesmos entrevistados do Pará (com a inclusão de Daniel Rebisso); 2) uso do recurso de teledramaturgia para a reconstituição de casos e cenas; 3) fundo escuro para os entrevistados do Pará; 4) recursos de computação gráfica para recriar veículos voadores não identificados; 5) takes de: documentos, recortes de jornais, fotos de vítimas, “personagens”, localidades, além das ilustrações do capitão Uyrangê Hollanda e do sargento Flávio Costa – militar este que, assim como na produção nacional, não mereceu nenhuma citação, mesmo se tratando do estrategista da Operação Prato.

ENTREVISTADOS – O documentário exibiu diversos relatos exclusivos de pessoas do Pará, como o piloto civil e integrante da Operação Prato, Ubiratan Pinon Friás, Dra. Wellaide Carvalho, jornalista Carlos Mendes e o pesquisador Daniel Rebisso, além dos ufólogos Ademar Gevaerd (MS) e Marco Antônio Petit (RJ), editores da Revista UFO. Foram incluídas também, participações de vítimas queimadas pelo chamado chupa-chupa, luz semelhante aos raios laser, capaz de causar queimaduras cutâneas anômalas, conforme mostram dezenas de casos diagnosticados. Nota-se que, assim como na versão global, foi fartamente exibida a famosa imagem da moça com a “picada” do chupa-chupa na altura do peito.

PINON – De todos os entrevistados, o único que esteve intimamente ligado às manobras da Operação Prato foi o piloto Ubiratan Pinon. Seu depoimento cogitou “de leve”, assuntos polêmicos, tais como as possibilidades de que os fenômenos amazônicos pudessem se tratar de experiências secretas envolvendo alguma outra nação em território brasileiro e ao afirmar (idem, na produção da Globo)  que não acredita no suicídio de Hollanda. Foram exibidos trechos da entrevista de Hollanda a Revista UFO em 1997, mostrando como sempre, sua grande articulação e idéias em perfeito equilíbrio – contrariando a personagem “problemática” que alguns pregam para se justificar a hipótese de seu suicídio.

CENA DE SUICÍDIO – Mais uma vez foi recriada a cena do suposto suicídio do coronel Uyrangê Hollanda mostrando o “absurdo” do corpo preso pelo pescoço, sentado no chão, ao lado da cama, como dita a versão oficial – bastante contestada, por sinal. Muitos pesquisadores e simpatizantes do assunto duvidam da realidade da dita cena, pois, sabe-se que o coronel como um militar de brigada e comandante de um departamento de inteligência da Força Aérea Brasileira (FAB), deveria saber muito bem como proceder para promover um suicídio de forma eficaz e não tão grosseiramente como fazem parecer as versões “oficializantes” de sua morte – até porque, todo militar, desde um soldado raso até a mais alta patente, sabidamente, detém conhecimentos das mais eficazes técnicas, tanto para matar alguém, como também para se matar.

Além disso, devemos observar que, qualquer psiquiatra ou estudioso do comportamento humano, através apenas das imagens exibidas em suas entrevistas, certamente, concluiria que Hollanda não era alcoólatra ou viciado em drogas, como alguns pesquisadores insinuam ou atribuem à sua personalidade. Quanto ao conteúdo, infelizmente o documentário, além de um título equivocado (que associa a “saga” brasileira ao popular “Caso Roswell”, EUA, 1948) encaminhou todas as possibilidades de discernimento dos fenômenos para o campo das hipóteses extraterrestres. A Tower Productions  é uma empresa que, segundo dados levantados pela Operação Trilha, seria dirigida por uma Board of Directors, composta por ex-oficiais das forças armadas dos EUA e ex-agentes da CIA.

CIRCO UFOLÓGICO – Para nós, mais uma vez, a Operação Prato não mereceu da mídia convencional a abrangência que deveria merecer para se reconfigurar tão insólitos casos. Prova disso, é que foram mantidos como fatos, antigos tabus, alguns dos quais, completamente ultrapassados ou sabidamente fictícios, como por exemplo, a afirmação vazia de que “os ETs estariam roubando sangue humano na Amazônia para povoar outros planetas”. Uma coisa é achar, outra é comprovar e entre ambas está a responsabilidade ao vir a público declarar. Destarte, foram desconsiderados pela produção norte-americana (como também pela nacional) diversos aspectos à luz  das mais recentes e reveladoras pesquisas em torno da questão Prato, algumas das quais, já conhecidas pelo público de língua portuguesa, através dos esforços da Operação Trilha.

Novamente, vêm-se taxar – sugestivamente – de “fato” a suposta ação extraterrestre, enquanto sabe-se que tais atividades, em verdade, podem tão somente serem consideradas como de “natureza alienígena” (desconhecida). Não existe a mínima comprovação científica para se afirmar que ETs roubaram sangue na Amazônia para fazerem qualquer tipo de utilização – tampouco, para povoar outros mundos. Acrescente-se ainda, não existe nenhuma filmagem mostrando extraterrestres, dentro ou fora de naves, comprovando que tais seres provocaram fenômenos na Amazônia; o que existe, documentalmente, são relatos, desenhos de seres mostrados como exógenos e fotografias focando luzes atribuídas aos UFOs da Amazônia. Qualquer pesquisador de pé no chão sabe muito bem que não há ainda – e isso é inconteste – nenhuma prova cabal de que os fenômenos atrozes ocorridos nos Estados do Norte e Nordeste do Brasil no passado foram realmente produzidos por seres de natureza extraterrestre. Além daquilo o que é fato, encontra-se a especulação e o sensacionalismo.

No frigir dos ovos, acreditamos que a Operação Prato, infelizmente (e pictoriamente), foi tratada de novo como um “circo extraterrestre”, onde os personagens principais são o apresentador, o mágico, a equilibrista, os trapezistas, os cães amestrados e os palhaços. Tudo isso para recepcionar no picadeiro iluminado, a mais ilustre atração que, por sinal, é justamente aquela que jamais apareceu: o ET.

* A Operação Trilha é coordenada por Fábio Bettinassi e Pepe Chaves em Minas Gerais.

Pepe Chaves é editor de do jornal Via Fanzine, webmaster do portal UFOVIA e coordenador da Operação Trilha.

Publicado em: http://www.viafanzine.jor.br/op_thc.htm

6. Contato Extraterrestre – Ataques

Documentário exibido em 2013 pelo History Channel.

Este 8º episódio da 1ª temporada traz a análise de três casos ufológicos (padrão da série). Entre eles foi abordado o fenômeno chupa-chupa e a Operação Prato (a partir de 20:54 min).

Os ufólogos A. J. Gevaerd e Marco Petit apresentam detalhes e considerações sobre os fenômenos e sobre a operação militar. Algumas testemunhas relatam os ataques de luz que sofreram e suas conseqüências. Destaques para o depoimento da Dra Wellaide Cecim e do Cel. Uyrangê Hollanda em sua famosa entrevista onde relata suas fantásticas experiências.   O documentário é interessante também por abordar a possibilidade de haver ocorrido uma  experiência militar estrangeira conforme o pesquisador Milton Hourcade contrapondo-se a essa hipótese o militar e ufólogo Marco Aurélio de Seixas.

7. Investigando OVNIs (National Geographic) – Ep. 03 – O Mistério da Luz

Este é o terceiro episódio (O Mistério da Luz) da primeira temporada da série de documentários “Investigando OVNIs”, exibido pelo canal de televisão National Geographic. Apesar da Fox Play no Brasil atribuir esse nome ao programa, algumas fontes o denominam como “Invasão a Terra” em virtude do título original, “Invasion Earth”.

O episódio aborda o acontecimento sucedido no município de Colares (ilha localizada a aproximadamente 63 km a nordeste de Belém/PA), onde aparentemente sua população foi aterrorizada por OVNIs no final da década de 1970.

De acordo com o documentário, vários moradores da localidade foram internados numa unidade de saúde alegando terem sido queimados por estranhos “raios de luz” advindos de um OVNI.

Além da abordagem sobre a maneira como os eventos afetaram a população, também foram tecidos comentários sobre o envio de militares da Força Aérea Brasileira com o objetivo de investigarem os acontecimentos (Operação Prato), bem como as ações que desenvolveram enquanto estiveram presentes na região afetada. Situações de tensão pessoais vividas por alguns habitantes da localidade também são relatadas.

O documentário fornece informações referentes aos sintomas que teriam sofrido as vítimas dos ataques alegadamente decorrentes de tais objetos.

Há considerável destaque as declarações do jornalista Carlos Mendes, um dos repórteres mais ativos no âmbito da cobertura dos eventos, que forneceu seu ponto de vista para os acontecimentos.

O presente episódio analisou através de especialistas a viabilidade de algumas possíveis explicações para a real origem do fenômeno, como por exemplo, histeria coletiva, ataque de morcegos e meteoros ou semelhantes.

Os pesquisadores que assistirem a este documentário interessados unicamente nos fatos ocorridos na ilha de Colares devem ficar atentos pois, outros acontecimentos ufológicos também são abordados (eventos em Vitória, Austrália e Louisville, EUA) e, as informações sobre o fenômeno ocorrido na ilha brasileira é interrompido em alguns momentos, voltando a ser reexibido em momentos específicos.

Os momentos em que os períodos do vídeo nos quais o caso em Colares é exibido são:

            – 00seg00min a 01min13seg (Introdução);

            – 12min06seg a 22min16seg;

            – 33min22seg a 44min12seg.

8. OPERAÇÃO PRATO : depoimento Carlos Mendes

Parte 01

Parte 02

O presente vídeo trata-se de uma palestra proferida pelo jornalista Carlos Mendes, um dos principais repórteres que realizaram a cobertura jornalística dos eventos associados ao fenômeno das luzes misteriosas (Chupa-chupa) que aterrorizaram a população paraense no final da década de 1970.

A palestra foi realizada na cidade de Belém do Pará no dia 01 de novembro de 2016, tendo sido promovida pela loja maçônica Academia Nagib Francês.

O vídeo apresenta boa qualidade técnica e foi gravado e editado pelos membros do grupo ufológico paraense “Ufologia na Amazônia”, criado pelo pesquisador Heitor Costa.

No primeiro vídeo da palestra, Carlos Mendes fala sobre seu envolvimento na cobertura jornalística do fenômeno desde que tomou ciência sobre sua existência, bem como os bastidores que envolveram seu deslocamento em direção as áreas atingidas.

O jornalista listou algumas localidades que foram afetadas, mencionando situações específicas que se sucederam em algumas delas, com destaque para os acontecimentos sucedidos no município de Colares e na localidade de Santo Antônio do Ubintuba.

Comentou sobre os resultados das investigações que realizou principalmente junto a testemunhas e a maneira como se desenvolveu sua relação com as autoridades locais e militares. Informações sobre os ferimentos atribuídos a ação dos OVNIs também foram fornecidas.

No segundo vídeo da palestra, Carlos Mendes fornece algumas informações sobre as histórias envolvendo a “Mulher da ilha do Meio” ou, “Mulher dos Peixes”, que tratou-se de uma estrangeira a qual foram associadas a prática de algumas atividades suspeitas que ocorreriam em mesma época e local que o fenômeno.

O jornalista fala sobre sua relação com personagens que alcançaram protagonismo durante o período do fenômeno, como o coronel Hollanda (na época capitão), o sargento Flávio e o padre Alfredo de La ó.

Comentou sobre assuntos diversos como a atuação da Dra. Wellaide junto a população de Colares, o êxodo de moradores da ilha que abandonaram a localidade, a interferência do regime militar nos jornais e notícias veiculadas pela imprensa sobre o fenômeno, etc.

A palestra contou com recursos de multimídia, o que permitiu que Carlos Mendes tecesse alguns comentários sobre pessoas, reportagens de jornais e fotografias ligados ao fenômeno, a medida que as respectivas imagens foram projetadas para o público presente.

Carlos mendes também comentou sobre suas observações pessoais quando esteve nas localidades afetadas pelo fenômeno.

9. Chupa-Chupa – “A História que Veio do Céu” – documentário 2007/Colares/Pará

O documentário “A História que veio do céu” foi feito para celebrar os 30 anos do fenômeno “Chupa-Chupa” através do olhar e do imaginário dos colarenses, habitantes do município de Colares, uma dos mais atingidos pelos estranhos acontecimentos em 1977.

Foi um dos roteiros contemplados pelo programa DOCTV III, realizado pela Secretaria Audiovisual do Ministério da Cultura, Fundação Padre Anchieta e Associação Brasileira das Emissoras Públicas (Abepec), com o apoio da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD).

O documentário, no entanto, se desfaz do formato investigativo que o assunto propõe e avança por uma linha mais comportamental e cultural, com momentos divertidos e depoimentos que despertam a curiosidade para a veracidade dos acontecimentos ocorridos ali, ao longo dos últimos 30 anos.

No documentário, que entremeia atuação e entrevistas, o personagem narrador é um locutor de rádio, que conduz o espectador através de seus “informativos” e entrevistando personagens mais sérios que estudaram o caso a fundo.

Determinadas cenas do filme mostram grupos folclóricos regionais encenando danças em trajes coloridos, recriando personagens como o disco voador, o chupa-chupa e suas próprias vítimas. Toda coreografia é acompanhada por músicas, cujas letras enfatizam a Operação Prato e a saga de sofrimento e medo vivida pelos populares da época.

Chupa-Chupa: a história que veio do céu. Direção e Roteiro: Adriano Barroso e Roger Elarrat. Produtora: Floresta. Produção executiva: José Adão Costa. Direção de produção: Zienhe Castro. Fotografia: Peter Roland. Cenografia: Aldo Paz. Montagem: Robson Fonseca. Trilha Sonora: Leonardo Venturieri. Figurino: Maurity Ferrão. Elenco: Marton Maués, Henrique da Paz, Valéria Andrade, Ailson Braga, André Mardock, Adriana Cruz. Belém. 2007. 55 min. Cor. Son. Realizado com recursos do edital DOC TV III. Filmado em HD. Fonte de consulta: DVD DOC TV.

10. Documentário EPTV (Ilha de Colares , Operação Prato , variedades, etc.)

O presente conteúdo trata-se de uma das edições do programa “Terra da Gente”, produzido pela EPTV, que compreende uma rede de emissoras afiliadas à Rede Globo, tendo sido exibido no dia 03 de maio de 2014.

Tendo em vista que o programa é basicamente voltado para informações turísticas, não focou em explorar de maneira objetiva os eventos associados a Operação Prato. Grande parte do destaque foi dado a expor as belezas naturais e culturais de algumas localidades do estado do Pará, com destaque para a ilha de Colares, banhada em grande parte pelas águas da Baía do Marajó, distante cerca de 63 km de Belém-PA, palco desse evento ufológico ocorrido principalmente durante o ano de 1977. Na ocasião tal fenômeno foi investigado pela Força Aérea Brasileira através da já citada operação militar.

Entretanto, o evento ufológico não deixa de ser explorado e as histórias contadas por testemunhas que viveram o fenômeno confere importância suficiente para que interessados pelo tema assistam a este material.

11. Programa Invasão – TV Cultura – Episódio Colares

Documentário produzido em 2012 pela TV Cultura do Pará.

Apresentado por Robson Fonseca, o programa foi até o município de Colares contar as histórias sobrenaturais da cidade que supostamente teria sido assolada por seres extraterrestres na década de 1970.

O documentário traz entrevistas com alguns moradores da cidade e vítimas dos supostos ataques. Foram também entrevistados o jornalista Carlos Mendes e os membros da extinta banda La Pupuña, que gravaram um CD com músicas relacionadas aos estranhos acontecimentos.