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	<title>Dr. Pedro Ernesto Póvoa Archives - Operação Prato</title>
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		<title>DESCOBERTO MÉDICO QUE ATENDEU EM COLARES DURANTE A OPERAÇÃO PRATO</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 21:53:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>DR. LUIZ FERNANDO PINTO MARQUES ENTREVISTA EXCLUSIVA E DOCUMENTO INÉDITO I &#8211; INTRODUÇÃO A novidade é tão alvissareira que o cerne da notícia deve ser <a class="mh-excerpt-more" href="https://operacaoprato.com/novidades/descoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato" title="DESCOBERTO MÉDICO QUE ATENDEU EM COLARES DURANTE A OPERAÇÃO PRATO">[...]</a></p>
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									<h3 style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;">DR. LUIZ FERNANDO PINTO MARQUES</span></h3><h2 style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;">ENTREVISTA EXCLUSIVA E DOCUMENTO INÉDITO</span></h2><p style="text-align: center;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/QQHdU2495LI" width="560" height="314" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>								</div>
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									<h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong><u>I &#8211; INTRODUÇÃO</u></strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A novidade é tão alvissareira que o cerne da notícia deve ser fornecido de início. Não iremos recorrer a introduções longas e misteriosas para atrair o leitor até o fim do artigo ou usar de respeitáveis sofismas, com uma retórica não necessariamente verdadeira, mas apenas em busca do convencimento pelo jogo bem-sucedido das palavras. Antes, acreditamos que depois de tantas descobertas e informações relevantes que a equipe do <em>operacaoprato.com</em> trouxe para a compreensão da histórica Operação Prato e o fenômeno da luz vampira, podemos apresentar essas boas novas contando fluidamente nossas investigações e descobertas. Seguiremos a reflexão do imperador romano Marco Aurélio, o imperador filósofo, que escreveu: <em>“Fala, quer perante o senado, quer diante de qualquer um, com dignidade e de maneira inteiramente direta. Emprega uma linguagem sã.” <sup>1</sup></em></span></p><figure id="attachment_1091" aria-describedby="caption-attachment-1091" style="width: 401px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-1091" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/estatua-marco-aurelio-materia-dr-lf.jpg" alt="" width="401" height="267" /><figcaption id="caption-attachment-1091" class="wp-caption-text">Estátua de Marco Aurélio no Museu Capitolini, Roma (Foto: Wikimedia Commons)</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Seguindo o imperador filósofo, entregamos ao leitor antecipadamente duas importantes afirmações do nosso entrevistado: a primeira é que a presença das luzes foi real, enquanto a outra é que não atendeu durante todo o período da segunda missão, ou além desta, nenhuma pessoa que tenha alegado ter sido vítima do vampiro extraterrestre, o Chupa-chupa.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Apresentamos neste artigo a entrevista que nossa equipe fez com o médico Dr. Luiz Fernando Pinto Marques, atualmente residente em Belém/PA, e que trabalhou prestando atendimento na Unidade Sanitária de Colares durante e após a Operação Prato. Foi testemunha ocular dos fantásticos corpos luminosos relatados pelos militares da Aeronáutica, além de atender a população de Colares durante a Operação Prato, chegando a prestar auxílio médico a um dos agentes secretos da 2ª Seção do I COMAR que, pela descrição que fez dos seus traços fisionômicos, pode se tratar do militar que ficou conhecido pela alcunha de Japonês desde que o coronel Hollanda o citou em entrevista à Revista UFO,<sup>2</sup> e do qual desconhecemos a verdadeira identidade.</span></p><figure id="attachment_1092" aria-describedby="caption-attachment-1092" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-1092" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-576x1024.jpg" alt="" width="300" height="534" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-576x1024.jpg 576w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-169x300.jpg 169w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-768x1365.jpg 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-864x1536.jpg 864w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-1152x2048.jpg 1152w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-LF-original-scaled.jpg 1440w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-1092" class="wp-caption-text">Dr. Luiz Fernando Pinto Marques em 2018</figcaption></figure><h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong><u>II &#8211; CHEGADA A COLARES</u></strong></span></h3><p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-1093" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-ENTRADA-COLARES-MATERIA-DR-LF.jpg" alt="" width="400" height="255" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-ENTRADA-COLARES-MATERIA-DR-LF.jpg 684w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-ENTRADA-COLARES-MATERIA-DR-LF-300x191.jpg 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O Dr. Luiz Fernando assumiu a Unidade Sanitária de Colares em novembro de 1977, após a saída da Dra. Wellaide Cecim, sua antecessora na unidade de saúde, declarando na entrevista que residiu em Colares com sua esposa, <strong><em>“mais precisamente de novembro de 77 a março de 83”</em>.</strong> Portanto, esteve presente como médico instituído pelo poder público durante uma parte importante do período mais significativo da Operação Prato, desde a chamada Segunda Missão militar do I COMAR, entre 25 de novembro e 05 de dezembro de 1977, até o arrefecimento do fenômeno na região, que ainda contava com alguns aparecimentos nos primeiros meses de 1978, como em 27 de janeiro quando um OVNI circular se aproximou de um pescador,<sup>3</sup> ou no dia 22 de fevereiro quando um OVNI em zigue-zague foi observado pelo agente da 2ª Seção Flávio Costa e esposa<sup>4</sup>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A onda ufológica em 1978 em muito havia arrefecido. Entre setembro e dezembro de 1977 houve 195 registros entre observações militares e relatos de civis.<sup>5</sup> Para o ano inteiro de 1978 caiu para 89. Especificamente para observações em Colares e a baía do Sol envolvendo agentes da 2ª Seção, foram 97 nesse período de 1977 e, 27 para todo o ano de 1978.<sup>6</sup>  A imprensa refletiu essa realidade, quando em 21 de março de 1978 noticiou sobre o retorno dos OVNIs a Colares, realçando que em 1977 houvera um período de maior incidência.<sup>7</sup></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;"><strong><u>Testemunha ocular</u></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quanto aos OVNIs, o Dr. Luiz Fernando declarou que observou várias vezes luzes multicoloridas em movimentos rápidos, executando manobras em ângulo. Foi testemunha do “<em>pânico total”</em> da população, relatando que se reuniam mulheres e crianças em uma casa das várias da rua e os homens acendiam fogueiras. Questionado sobre as supostas vítimas do Chupa-chupa, disse que não viu nenhum ferimento ou marca, nem mesmo ter atendido tais ocorrências. Segundo nosso entrevistado: <strong><em>“(&#8230;) a gente via o Chupa-chupa e&#8230;, agressão, nenhuma; eu nunca vi agressão nenhuma do Chupa-chupa”</em>.</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;"><strong><u>Clarificando o cenário da época</u></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">As experiências relatadas não deixam dúvidas que o médico também viveu o auge da onda em Colares, a exemplo da Dra. Wellaide, mas, em relação aos supostos ataques a humanos, suas experiências e percepções foram diferentes. Como é notório no caso Chupa-chupa, Wellaide sempre foi a maior e mais gabaritada voz a propagar a versão dos ataques de luzes que queimavam, perfuravam e até matavam suas vítimas.<sup>8</sup> Há algumas implicações nessa descoberta que nos permitem detalhar e clarificar o cenário da época, mudando o patamar do conhecimento até hoje estabelecido.</span></p><figure id="attachment_1094" aria-describedby="caption-attachment-1094" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-1094" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dra-wellaide.jpg" alt="" width="300" height="338" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dra-wellaide.jpg 330w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dra-wellaide-266x300.jpg 266w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-1094" class="wp-caption-text">Dra. Wellaide Cecim Carvalho – crédito: Revista UFO</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><a href="#_ednref1" name="_edn1"></a></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando o fenômeno se aproximou da baía de Marajó, pelos idos de setembro de 1977, a Unidade Sanitária de Colares estava aos cuidados da Dra. Wellaide Cecim. Ela vivenciou o início do fenômeno na ilha de Colares e esteve presente quando chegaram os primeiros militares do I COMAR. Nesse período ela concedeu em 31 de outubro um depoimento, que foi gravado, aos agentes da 2ª Seção. Esse testemunho está registrado no relatório militar da missão<sup>9</sup> e também em documento inédito que estamos apresentando ao final do artigo.</span></p><figure id="attachment_1095" aria-describedby="caption-attachment-1095" style="width: 792px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-1095" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/relatorio-de-missao-31-10-77.png" alt="" width="792" height="355" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/relatorio-de-missao-31-10-77.png 792w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/relatorio-de-missao-31-10-77-300x134.png 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/relatorio-de-missao-31-10-77-768x344.png 768w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /><figcaption id="caption-attachment-1095" class="wp-caption-text">Fonte: Relatório de Missão – Parte Informativa</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Pela linha do tempo apurada em nossa investigação, após o fim dessa primeira missão no dia 11 de novembro, mas, antes do início da segunda missão, ocorreu a saída da doutora e logo após a chegada do doutor Luiz Fernando para assumir o posto. No livro de Daniel Rebisso Giese, <em>Vampiros Extraterrestres na Amazônia</em>, obra de referência para o estudo do fenômeno, temos uma transcrição de entrevista da Dra. Wellaide Cecim <strong>concedida</strong> ao autor <strong>no ano de 1984</strong>, onde na página 81 podemos ler:</span></p><p style="text-align: left;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><em>Autor &#8211;   Até que data esses casos continuaram a ser registrados?</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><em>WC     &#8211;   Mais ou menos pela metade e final de novembro de 1977, os casos se tornaram raros. No dia 11 de novembro, do mesmo ano pedi minha transferência à Secretaria de Saúde para a cidade de Ourém (PA). Ali tratei de duas pessoas que foram queimadas pela luz do Chupa-chupa. A primeira foi um tratorista e a segunda uma senhora dona-de-casa. Isso foi no início de 1978 e de lá não soube de outras ocorrências.</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Temos os registros do Diário Oficial do estado do Pará (página 14 da edição nr. 23.840 de 25 de agosto de 1978), que apresentaremos ao final do artigo, tanto da nomeação da Dra. Wellaide para a Unidade Sanitária de Ourém, como da nomeação do Dr. Luiz Fernando para a unidade de Colares, ambas com data de 08 de agosto de 1978. E não foram apenas as nomeações deles, mas muitas outras. Acreditamos que com a mudança do governador do Estado que ocorreu no dia 01 de agosto de 1978, quando assumiu o governador Clóvis Rego, foi necessária uma regularização da situação de muitos médicos na máquina pública, gerando várias nomeações no dia 08 de agosto, mas que refletiriam uma situação estabelecida anteriormente. Essa interpretação atende tanto as declarações de Luiz Fernando, que declarou ter assumido em Colares <em>“precisamente”</em> em novembro de 1977, como de Wellaide, que declarou ter pedido sua transferência para Ourém (PA) no dia 11 de novembro de 1977, se lembrando inclusive de ter tratado duas pessoas naquela localidade no início de 1978. Também estaria alinhada às evidências encontradas na documentação tornada pública oficialmente e na vazada, referentes à operação militar.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Como observamos anteriormente, a presença da Dra. Wellaide é comprovada pelo relatório da primeira missão até a data de 31 de outubro, de maneira que sua presença não foi mais citada até o término dessa missão, em 11 de novembro. Já o relatório da segunda missão, iniciada em 25 de novembro, não informa nenhum ataque do Chupa-chupa; nenhum depoimento dessa natureza é registrado pelos militares, apenas as observações dos corpos luminosos pelos agentes ou depoimentos de civis. Não há entrevista nem registro de contato com nenhum médico. Essa evidência, ou melhor, a falta dela, atende a narrativa do Dr. Luiz Fernando que declarou não ter atendido nenhuma vítima e que o contato com os agentes do I COMAR foi apenas para atendimento médico de um agente ferido por uma arraia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse novo cenário, colocando dois médicos atendendo a população de Colares durante a onda ufológica e no transcorrer da Operação Prato, mas em períodos excludentes, acrescenta mais um testemunho médico à história do fenômeno.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong><u>III – AVALIAÇÕES MÉDICAS</u></strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Nós do <em>operacaoprato.com</em> trouxemos a público desde que iniciamos nosso trabalho de investigação, três novos testemunhos de médicos e a participação escrita no relatório médico da Operação Prato de um outro médico já falecido, que de uma forma ou de outra tiveram uma interface com pessoas que autodeclararam-se vítimas do Chupa-chupa.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Divulgados até 2017 havia a Dra. Wellaide Cecim e o Dr. Orlando Zoghbi, que a pedido do jornal <em>A Província do Pará</em>, atendeu em Belém três possíveis vítimas da denominada luz vampira, que apresentavam marcas no corpo, durante uma onda de relatos de ataques que surgiram na capital, reverberada pela imprensa.<sup>10</sup></span></p><figure id="attachment_1096" aria-describedby="caption-attachment-1096" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-1096" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-DR-ORLANDO-ZOGHBI.png" alt="" width="300" height="277" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-DR-ORLANDO-ZOGHBI.png 409w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-DR-ORLANDO-ZOGHBI-300x277.png 300w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-1096" class="wp-caption-text">Dr. Orlando Zoghbi em 1978</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em junho de 2017 publicamos o <em>Relatório Médico</em> da Operação Prato em conjunto com a entrevista do tenente-coronel médico Dr. Pedro Ernesto Póvoa, médico da Operação Prato que durante a primeira missão, entre 26 e 27 de outubro de 1977, examinou pessoas que alegaram terem sido afetadas por luzes ou raios originários de OVNIs.<sup>11</sup> Nesse caso, deve-se acrescentar que a equipe médica da Operação Prato era composta de dois médicos, o Dr. Augusto Sergio Santos de Almeida e o próprio Dr. Póvoa.</span></p><figure id="attachment_637" aria-describedby="caption-attachment-637" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-637" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pedro-ernesto-povoa.jpg" alt="" width="300" height="346" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pedro-ernesto-povoa.jpg 466w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pedro-ernesto-povoa-260x300.jpg 260w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-637" class="wp-caption-text">Ten Cel Dr. Pedro Ernesto Póvoa</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em dezembro de 2018 publicamos uma entrevista em vídeo com o Dr. Wilton Reis, que examinou supostas vítimas do Chupa-chupa que apresentavam marcas no corpo, na cidade de Belém, sendo que pelo menos uma delas também havia sido examinada pelo Dr. Zoghbi. Dr. Wilton é um franco defensor da hipótese extraterrestre para o fenômeno, se juntando assim à voz da Dra. Wellaide.<sup>12</sup> Outra contribuição pelo lado médico da fase Chupa-chupa em Belém, veio através do jornal <em>O Estado do Pará</em> de 17 de novembro de 1977, recentemente rememorada na tese de mestrado de Phillippe Sendas (2017), quando o jornal noticiou sobre uma adolescente que foi levada ao pronto-socorro municipal belenense, apresentando uma história complexa, compatível com outras narrativas ligadas à crença do Chupa-chupa. Os médicos Guataçara e Renato Sandres não constataram nenhum ferimento nem problema clínico, receitando calmante.<sup>13</sup></span><a href="#_ednref1" name="_edn1"></a></p><figure id="attachment_1097" aria-describedby="caption-attachment-1097" style="width: 399px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-1097" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-wilton-reis.jpg" alt="" width="399" height="207" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-wilton-reis.jpg 882w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-wilton-reis-300x155.jpg 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/foto-dr-wilton-reis-768x398.jpg 768w" sizes="(max-width: 399px) 100vw, 399px" /><figcaption id="caption-attachment-1097" class="wp-caption-text">Dr. Wilton Reis em 2018</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Hoje temos um cenário médico mais abrangente, mas não menos enigmático. Vejamos um resumo da situação atual.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt;"><strong><u>QUADRO MÉDICO DO FENÔMENO INVESTIGADO PELA OPERAÇÃO PRATO</u></strong></span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1098" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/Quadro-medico.png" alt="" width="827" height="585" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/Quadro-medico.png 827w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/Quadro-medico-300x212.png 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/Quadro-medico-768x543.png 768w" sizes="(max-width: 827px) 100vw, 827px" /></p><h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong><u>IV – DOCUMENTO INÉDITO</u></strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Também merece atenção especial o testemunho inédito da Dra. Wellaide que estamos disponibilizando ao final desta matéria. O presente material, que foi fornecido para nossa equipe por uma fonte absolutamente idônea que nos solicitou anonimato sobre sua identidade, recebeu este conteúdo pelas mãos do próprio sargento Flávio Costa.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Ela foi entrevistada pelos militares da Aeronáutica em 31 de outubro de 1977, durante o décimo primeiro dia após o início da Operação Prato, e suas declarações foram registradas através de um gravador de voz da marca “Uher”. O sargento Flávio, que é o autor da assinatura localizada na parte inferior do documento, transcreveu um trecho específico do respectivo depoimento, no caso, da leitura em voz alta que a Dra. Wellaide fez de um documento que ao que tudo indica ela própria elaborou. Segundo a própria médica, num primeiro momento ela tinha o objetivo de enviar o respectivo documento para o Secretário de Saúde estadual da época, solicitando assistência por parte daquela Secretaria, mas que não chegou a tomar essa providência para evitar de “cair no ridículo”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É possível constatar que ela objetivou ler o texto de maneira precisa e contínua, mas, de vez em quando interrompia a leitura para tecer algumas observações aos militares, sobre determinados trechos do documento. Nas ocasiões em que isto ocorreu, o transcritor parentesou os comentários daquela declarante, acrescentando o advérbio latino “sic” ao final de cada observação, de maneira a atestar a literalidade do registro.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;"><strong><u>Uma multidão de queimados?</u></strong></span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1099" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/multidão-de-queimados-mat-dr-LF-1024x809.jpg" alt="" width="400" height="316" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/multidão-de-queimados-mat-dr-LF-1024x809.jpg 1024w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/multidão-de-queimados-mat-dr-LF-300x237.jpg 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/multidão-de-queimados-mat-dr-LF-768x606.jpg 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/multidão-de-queimados-mat-dr-LF.jpg 1440w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Há uma crença amplamente difundida de que a manifestação do fenômeno provocou uma multidão de pessoas feridas em Colares. Durante seu depoimento aos militares, a Dra. Wellaide proferiu o seguinte comentário: <strong>“<em>os quatro pacientes que eu examinei</em></strong><em> tinham minúsculos orifícios na pele; a mulher tinha bem acima do seio esquerdo e os três homens, no pescoço, bem em cima da carótida – (sic)</em>”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Essa observação da Dra. Wellaide tornou-se especialmente esclarecedora por ter sido proferida durante um momento no qual o fenômeno já estava plenamente ativo em Colares e região, desde várias semanas antes.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Chama atenção a referência feita à quantidade de pacientes (quatro) cujos atendimentos estariam relacionados à ação das luzes. Apesar dessa informação já constar em outros relatórios militares, aqui houve um registro literal das suas palavras, e numa conjuntura que denota a concepção de que aquela era a quantidade de pessoas atendidas por ela até aquele momento, o que de fato está em harmonia com todo o conjunto de informações contidas nos demais documentos militares.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Essa informação foi reafirmada pela própria Dra. Wellaide na já citada entrevista que concedeu à Daniel Rebisso, em 1984. Tendo em vista que se tratou de uma entrevista longa, com cerca de 01 hora de duração, Rebisso optou por incluir no seu livro apenas os trechos que julgou mais relevantes.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Recentemente, o ufólogo Edson Boaventura publicou o áudio original e integral dessa entrevista,<sup>14</sup> a partir do qual é possível identificar novas informações. No áudio, a Dra. Wellaide faz referência a essas pessoas que ela teria atendido em função dos supostos ataques. Após detalhar os atendimentos que teria prestado a três pacientes, os quais foram definidos por ela como <em>“&#8230;O primeiro paciente que eu atendi&#8230;”</em>, <em>“&#8230;a segunda paciente minha&#8230;”</em> e <em>“&#8230;A terceira paciente minha&#8230;”</em>, respectivamente, a Dra. Wellaide descreve o atendimento que teria prestado a uma senhora com a qual teria alguns laços de amizade, após esta ter alegado que fora atingida pelo Chupa-chupa na região da testa, enquanto tricotava no interior da sua residência. Sobre tal senhora, Wellaide, além de afirmar que <strong><em>“&#8230;Essa foi a quarta </em>[paciente]<em>&#8230;”</em>,</strong> também declarou que tal acontecimento ocorreu já durante a presença da equipe da Aeronáutica — os militares chegaram à ilha no dia 20 de outubro de 1977 —, inclusive citando que a equipe militar também foi chamada às pressas para prestar assistência a essa mesma pessoa.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A substituição da Dra. Wellaide pelo Dr. Luiz Fernando ocorreu pouco tempo depois do depoimento dela para os militares, ao que tudo indica por volta de meados de novembro de 1977, inexistindo qualquer indício documental ou testemunhal de que nesse curto período de tempo, entre a tomada do seu depoimento e a chegada do médico substituto, tenha havido qualquer aumento relevante da atividade do fenômeno.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong><u>V &#8211; CONCLUSÃO</u></strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Há duas questões de fundo neste artigo. A primeira é a confirmação da realidade dos eventos aéreos anômalos por testemunha com formação científica, ou seja, mais outra peça que se soma à assombrosa coletânea de documentos e testemunhos que, um após o outro, atestam a veracidade do fenômeno aéreo, luminoso e não identificado, sendo, sem dúvida, o maior evento da ufologia mundial até hoje. A outra questão é a realidade ou não de terem ocorrido ataques para a realização de procedimentos científicos alienígenas, visando a retirada de fluidos ou tecidos corporais de humanos. Quanto a esse aspecto do fenômeno, tomando como base o conjunto de informações tornadas públicas até o presente momento, não podemos fazer a mesma afirmação de que existe uma soma de documentos e testemunhos que o reforcem.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A existência de informações conflitantes é uma constatação evidenciada em documentos e testemunhos, que pelo lado médico, mas não só, é externada pelos dois médicos militares, Dr. Póvoa e Dr. Almeida, através do relatório médico oficial da Operação Prato e novamente pelo Dr. Póvoa na sua entrevista de 2017 e, por um dos médicos que atendeu a população de Colares, no caso, nosso entrevistado Dr. Luiz Fernando. Pela onda de Belém, não investigada pelo I COMAR, temos o Dr. Zoghbi que em artigo publicado no jornal <em>A Província do Pará</em> em 1977, manifestou opinião contrária à hipótese do vampirismo extraterrestre.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Nós do <em>operacaoprato.com</em> não estamos aqui para substituir a análise crítica sobre a real existência de extraterrestres coletores de sangue durante a onda Chupa-chupa, que cada leitor deve fazer. Trazemos as informações que descobrimos e procuramos fazer análises comparativas entre documentos e narrativas, bem como da veracidade do material apresentado. É o que temos feito nos vários artigos e descobertas que divulgamos. Citamos entrevistas e documentos no texto e recomendamos que os leitores também os leiam ou revisitem.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Neste artigo em especial, pela sensibilidade que desperta no público amante da ufologia a questão dos queimados e vampirizados, mais especificamente, quando novas informações não confirmam as expectativas, evitamos a sofística que produziria um raciocínio tendencioso, pois pela própria natureza dessa escola filosófica, não estaríamos preocupados com a verdade, mas apenas em convencer o leitor.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;"><strong><u>ENTREVISTA TRANSCRITA</u></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Entrevistado:</strong> Dr. Luiz Fernando Pinto Marques;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Data:</strong> Abril de 2018;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Meio de registro original da entrevista:</strong> Áudio obtido a partir de aparelho gravador de voz;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Local:</strong> Belém/PA.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong><u>INÍCIO</u></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #e64946;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">OP: O senhor já atuou em Colares como médico? Qual a unidade de saúde? Em caso </span><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">positivo, qual o período de tempo que o senhor atuou lá?</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Bom, eu&#8230;, o primeiro período que eu passei lá foi de 77 (1977) a 83 (1983), mais precisamente de novembro de 77 a março de 83. Foi o período do “Chupa-chupa”. Vim pra cá pra Belém, passei uns cinco, seis anos aqui, aí me convenceram pra mim me meter em política lá, eu me candidatei a vereador, aí ganhei, aí voltei, e passei mais cinco anos lá.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Lá em Colares?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Sim. Então, ao todo, dá em torno de dez, doze anos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: E nesse período de tempo, o senhor chegou a atender alguma pessoa que alegou ter sido vítima do chamado “Chupa-chupa”?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Nenhuma?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: E o senhor ficou sabendo de alguma ocorrência desse tipo?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Claro que sei. Sei e conheço as pessoas que tão lá vivas até hoje, mas eu não atendi ninguém.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #e64946;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">OP: O senhor chegou a ver algum ferimento ou marca na pele de pessoas que se diziam </span><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">terem sido atingidas?</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Também não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor tomou conhecimento de algum falecimento decorrente desse tipo de “ataque”?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #e64946;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">OP: A população que na época o senhor atendia, no geral, esboçava alguma reação em </span><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">relação a esses objetos?</span></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: A cidade vivia em pânico, pânico total. Quando escurecia, todo mundo se preparava para receber o “Chupa-chupa”. Mas eu&#8230;, a gente via o “Chupa-chupa” e&#8230;, agressão, nenhuma; eu nunca vi agressão nenhuma do “Chupa-chupa”. Eu me preparava pra ver por curiosidade. Agora, que tinha um pânico na cidade, tinha, disso não resta a menor dúvida. Inclusive, como as casas [eram] poucas lá, eles (população) pegavam e se reuniam em um quarteirão que tinha cinco, seis casas, eles pegavam uma casa e colocavam mulher e criança, e as outras ficavam os homens rodando pela rua, as ruas cheias de fogueira porque a luz era de seis da tarde às nove da noite, a luz ia embora e a iluminação da rua ficava através de fogueira, e cada um com a sua espingarda, lá, esperando o “Chupa-chupa”, mas, eu não tomei nunca conhecimento de alguma agressão, de nada.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor chegou a ver esse objeto voador?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Vi, várias vezes.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor poderia descrever ele?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: É simplesmente uma luz.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Qual a forma que ele tinha?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: O que eu vi foi facho de luz, com movimentos muito rápidos, entendeste?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Ele tinha alguma cor?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Ah, multicor&#8230; multicolorido.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: E que tipo de manobra ele fazia?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Tudo que tu imaginas. Ângulo de 360 graus&#8230;, rodava em torno dos raios de luz; só isso que nós vimos. Agora, nós temos depoimentos de pessoas&#8230;, por exemplo, uma vez um cara lá digno de confiança, ele me disse assim: [simulação de fala] Doutor, eu acho que perto… [entrevistado] Tu conheces lá, não é? Tem um farol perto, na beira da praia lá&#8230;, olha a ideia do nativo de lá: [simulação de fala] (&#8230;) eu acho que perto do farol tem um “posto de gasolina”, porque a gente vê várias vezes o “Chupa-chupa” parado, a dois metros da flor da água”. [entrevistado] Eu acho que eles achavam que “ele” (OVNI) tava pegando “gasolina” pra colocar nos outros (OVNIs). E é a ideia deste (nativo). Então, eles viam, mas eu nunca tive essa felicidade; eu só vi no alto. E ainda teve aquilo que eu te falei também, uma coisa que eu achava impressionante, é que os cachorros percebiam quando “ele” ia aparecer. Porque antes que a gente tivesse visto, os cachorros já tavam por toda a cidade latindo. Inclusive, às vezes a gente tava dentro de casa, e quando a gente via os cachorros latir a gente ia pra rua e a gente via o “Chupa-chupa” lá. É uma coisa interessante, não é?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor teve conhecimento que ocorreu uma operação militar que investigava esses acontecimentos?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Com certeza; eu atendi.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor chegou a ter algum tipo de contato com esses militares?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Tive.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor poderia descrever qual o tipo?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando:  Tive. Eu estava um dia lá, eu estava na casa do médico&#8230;, que como o Brasil é um país que “valoriza” muito a medicina, entre aspas, eu morava com a minha mulher num grupo abandonado por ameaça de desmoronamento. Então, eles receberam um casal de médico e dentista, e ficou lá, e afastado da cidade. E a luz apagava às nove horas da noite. E quando eu&#8230;, foi logo que eu cheguei lá, eu não conhecia direito a população, eles (militares) chegaram lá, perguntando se eu era médico. Eu disse: “–Sim”. [simulação de fala] Porque um companheiro nosso foi ferroado de arraia. [entrevistado] Mas eu olhei o aspecto deles, totalmente diferente dos nativos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Eles estavam uniformizados?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não, não&#8230; roupa normal. Tinha um de fisionomia oriental que tinham três fiapos de barba que saía do queixo dele, até a barriga. Tive lá com esse pessoal, mas, ele estava sangrando&#8230; “Vamos lá&#8230;”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Qual deles estava sangrando?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Um militar&#8230;, um dos militares. Porque nesse tempo era posto de saúde e não funcionava 24 horas; quando dava sete horas (noite) ele fechava. Mas eu era o diretor e eu ficava com a chave. Aí eles queriam que eu embarcasse no carro deles, aí eu disse: “–Não, eu não vou entrar no carro de vocês. Eu e a minha mulher entrar num carro com seis homens?”. Não conhecia. Nove horas da noite lá era o mesmo que ser três horas da manhã. Eu disse: “–Vamos que eu vou andando”. Aí eu cheguei lá, eu fui atender o cara. Quando ele tirou&#8230;, ele tava de tênis, a unha do pé pintada, eu digo: “Ah não, ‘isso’ não é daqui, tem alguma coisa estranha”. Bom, eu atendi (militar ferido), e aí eu pedi a identidade dele para fazer o registro. Ele disse que não tinha identidade. Aí quando foi de manhã eu comentei com o pessoal e foi quando que eu soube: [simulação de fala] Não, doutor, isso aí é o pessoal da Aeronáutica que tá fazendo aqui pesquisa sobre o “Chupa-chupa”. Eu digo: “–É, eu notei que não era gente daqui da terra”. Mas, normal, normal&#8230;, só não se abriram, só não disseram que eram da Aeronáutica. Mas me trataram com toda a educação, todo o respeito. Entendeste?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: E o senhor recorda nomes, o nome dele?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não, não&#8230; Eu só recordo do comandante Hollanda, que comandava&#8230;, que depois se matou enforcado, não é?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Sim.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Que dizem que foi, que dizem que é obra do “Chupa-chupa”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: E esse de aspecto oriental, o senhor lembra o nome dele?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não, não me lembro.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Em algum momento eles comentaram que eles estavam lá por causa dessa operação?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Nunca, nunca&#8230; E inclusive eles só apareciam à noite; eles não circulavam de dia, entendeste? Eles só circulavam quando a luz apagava, porque aí eles iam pra cima do mercado, entendeste? Ou então lá pro farol, pra ficar filmando. Só depois que a luz apagava.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: E eles, como não comentaram nada, eles chegaram a pedir alguma informação pro senhor, a respeito de casos?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não, nunca.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Nesse período que o senhor esteve lá em Colares, foi possível observar, identificar, o momento que esses OVNIs pararam de aparecer?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não houve assim, [uma] “parada”, foi diminuindo a incidência. Diminuindo, diminuindo&#8230;, entendeste? Não houve assim, uma parada brusca, foi diminuindo a incidência do aparecimento, tal e tal, até que se deixou de falar dele. Mas até hoje se fala, não é? Inclusive tão lá, um deles que foi “atacado”, é muito meu amigo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Quem seria?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: O “Tenente” (apelido do Sr. Newton de Oliveira Cardoso).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Tenente, não é?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Tenente.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Esse é o apelido dele, Tenente, não é?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: É. O nome dele é&#8230;, eu só o chamo de “Tenente”, pra ele.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: O senhor tomou conhecimento de algum registro dos casos dessas pessoas que se diziam atacadas? Se a unidade de saúde registrava ou documentava?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Olha, porque foi no tempo da Wellaide (Dra. Wellaide Cecim) que houve esses “ataques”. Eu não sei se ela registrou. Eu nunca vi registro nenhum lá.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Nem na unidade de saúde, nem a nível estadual mesmo, não teve nenhum informe?&#8230;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Esses casos eram considerados algum tipo de epidemia?&#8230;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Era algo que estava evidente que estava acontecendo, ou eram casos esparsos?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Dr. Luiz Fernando: Acontecia sim, isso não tem a menor dúvida. Eu vi coisas bem estranhas mesmo; só não vi agressão à pessoa humana.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">OP: Certo , Doutor. Eram essas as perguntas que eu tinha para fazer ao senhor.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong>DOCUMENTOS</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">1- EXTRATO DE GRAVAÇÃO</span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-1100" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/extrato-de-gravacao-724x1024.png" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/extrato-de-gravacao-724x1024.png 724w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/extrato-de-gravacao-212x300.png 212w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/extrato-de-gravacao-768x1087.png 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/extrato-de-gravacao-1086x1536.png 1086w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/extrato-de-gravacao.png 1290w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p><p><a href="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/EXTRATO-DE-GRAVAÇÃO-DR-WELLAIDE.pdf" target="_blank" rel="noopener">Para download do documento clique aqui</a></p><p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;">2- DIÁRIO OFICIAL DO PARÁ – 25 DE AGOSTO DE 1978</span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-1101" src="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-708x1024.jpg" alt="" width="708" height="1024" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-708x1024.jpg 708w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-207x300.jpg 207w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-768x1111.jpg 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-1062x1536.jpg 1062w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-1416x2048.jpg 1416w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2020/07/doe-25.08.1978-pg-14-scaled.jpg 1770w" sizes="(max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>								</div>
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									<p><em>1 Grimal, Pierre. Marco Aurélio – O Imperador Filósofo. Zahar, Rio de Janeiro, 2018.</em></p><p><em>2 Equipe UFO. </em><a href="http://www.ufo.com.br/entrevistas/coronel-rompre-silencio-sobre-ufos">Coronel rompe silêncio sobre UFOS</a><em>. Revista UFO 54, outubro 1997. </em></p><p><em>3 I COMAR. </em><a href="http://imagem.arquivonacional.gov.br/sian/arquivos/1099178_13231.pdf">Registro número 87: Registros de Observações de OVNI</a><em>. Arquivo Nacional BR DFANBSB ARX 0.0.184. </em></p><p><em>4 I COMAR. </em><a href="http://imagem.arquivonacional.gov.br/sian/arquivos/1099178_13231.pdf">Registro número 93: Registros de Observações de OVNI</a><em>. Arquivo Nacional BR DFANBSB ARX 0.0.184. </em></p><p><em>5 Aniceto, Hélio. Observações e Relatos 1977 Operação Prato. Orbitador (blog), agosto 2014.</em></p><p><em>6 </em><em>Aniceto, Hélio. Corpos Luminosos – Uma operação em busca de respostas, pág. 143. Niterói, 2014.</em></p><p><em>7 A Estranha Luz está de Volta a Colares. </em><em>O Estado do Pará, caderno Cidades. Belém, março 1978.</em></p><p><em>8  </em><em>A. J. Gevaerd. Não cedi às pressões dos militares. Revista UFO 117, dezembro 2005.</em></p><p>9 <em><a href="https://operacaoprato.com/novidades/exclusivo-documentos-ineditos-relatorios-legiveis-da-operacao-prato-e-entrevista-com-mais-um-oficial-da-aeronautica" target="_blank" rel="noopener">Documentos inéditos: Relatório Legíveis da Operação Prato</a>, versão inédita Relatório 01, pág. 7. Site operacaoprato.com, setembro 2017.</em></p><p><em>10 “Chupa-chupa” é Só Fantasia. A Província do Pará, pág. 16. Belém, novembro 1977.</em></p><p><em>11 </em><em><a href="https://operacaoprato.com/novidades/relatorio-medico-inedito-da-operacao-prato-e-entrevista-exclusiva-com-militar-que-participou-da-missao" target="_blank" rel="noopener">Relatório Médico Inédito da Operação Prato e Entrevista Exclusiva</a>. Site operacaoprato.com, junho 2017.</em></p><p><em>12 <a href="https://operacaoprato.com/novidades/entrevista-exclusiva-com-iconica-vitima-declarada-do-chupa-chupa-e-foto-inedita-do-seu-ferimento-confira-ainda-o-depoimento-do-medico-perito-que-examinou" target="_blank" rel="noopener">Entrevista exclusiva com Icônica Vítima Declarada do Chupa-Chupa</a>. Site operacaoprato.com, dezembro 2018.</em></p><p><i>13 </i>Fernandes, Phillippe Sendas de Paula (2017). Luzes Misteriosas Cruzam Os Céus da Amazônia (PDF) (Tese). Rio de Janeiro, RJ: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Comunicação<em>.</em></p><p>14 <em>Canal Enigmas e Mistérios. Detalhes dos ataques revelados pela médica | Operação Prato. 2020. Disponível em: &lt;</em><a href="https://youtube.com/watch?v=8MUjgZmBq0Y&amp;feature=youtu.be">https://youtube.com/watch?v=8MUjgZmBq0Y&amp;feature=youtu.be</a><em>&gt;. Acesso em: 04 jun. 2020.</em></p><p><span style="font-size: 10pt;">Autores do artigo: Luiz Fernando, P.A. Ferreira, Raphael Pinho, Hélio A. R. Aniceto e M.A. Farias.</span></p>								</div>
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		<p><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Foperacaoprato.com%2Fnovidades%2Fdescoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato&amp;linkname=DESCOBERTO%20M%C3%89DICO%20QUE%20ATENDEU%20EM%20COLARES%20DURANTE%20A%20OPERA%C3%87%C3%83O%20PRATO" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="https://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Foperacaoprato.com%2Fnovidades%2Fdescoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato&amp;linkname=DESCOBERTO%20M%C3%89DICO%20QUE%20ATENDEU%20EM%20COLARES%20DURANTE%20A%20OPERA%C3%87%C3%83O%20PRATO" title="Twitter" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Foperacaoprato.com%2Fnovidades%2Fdescoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato&amp;linkname=DESCOBERTO%20M%C3%89DICO%20QUE%20ATENDEU%20EM%20COLARES%20DURANTE%20A%20OPERA%C3%87%C3%83O%20PRATO" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd a2a_counter addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Foperacaoprato.com%2Fnovidades%2Fdescoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato&#038;title=DESCOBERTO%20M%C3%89DICO%20QUE%20ATENDEU%20EM%20COLARES%20DURANTE%20A%20OPERA%C3%87%C3%83O%20PRATO" data-a2a-url="https://operacaoprato.com/novidades/descoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato" data-a2a-title="DESCOBERTO MÉDICO QUE ATENDEU EM COLARES DURANTE A OPERAÇÃO PRATO"></a></p><p>The post <a href="https://operacaoprato.com/novidades/descoberto-medico-que-atendeu-em-colares-durante-a-operacao-prato">DESCOBERTO MÉDICO QUE ATENDEU EM COLARES DURANTE A OPERAÇÃO PRATO</a> appeared first on <a href="https://operacaoprato.com">Operação Prato</a>.</p>
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		<title>Relatório Médico Inédito da Operação Prato e Entrevista Exclusiva com Militar que Participou da Missão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[operacaoprato]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2017 00:20:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[NOVIDADES]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No final da década de 1970, principalmente nos anos de 1977 e 1978, algumas regiões do norte e nordeste brasileiro foram afetadas por um fenômeno <a class="mh-excerpt-more" href="https://operacaoprato.com/novidades/relatorio-medico-inedito-da-operacao-prato-e-entrevista-exclusiva-com-militar-que-participou-da-missao" title="Relatório Médico Inédito da Operação Prato e Entrevista Exclusiva com Militar que Participou da Missão">[...]</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="636" class="elementor elementor-636 elementor-bc-flex-widget">
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									<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">No final da década de 1970, principalmente nos anos de 1977 e 1978, algumas regiões do norte e nordeste brasileiro foram afetadas por um fenômeno de origem até hoje desconhecida, surgido quando habitantes de pequenas localidades presentes principalmente nos territórios dos estados do Maranhão e Pará, passaram a denunciar acontecimentos que envolviam a observação de objetos luminosos desconhecidos, que estariam se movimentando de maneira atípica através do céu noturno.</span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-415" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/alemdaciencia.com-1.jpg" alt="" width="260" height="194" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/alemdaciencia.com-1.jpg 260w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/alemdaciencia.com-1-80x60.jpg 80w" sizes="(max-width: 260px) 100vw, 260px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em alguns casos, também se atribuía a esses, a responsabilidade por eventuais ataques contra essas populações. A Marinha brasileira foi a primeira instituição governamental que se prontificou a investigar o fenômeno como um todo (<a href="http://www.operacaoprato.com/novidades/documento-inedito-comprova-militares-investigavam-luzes-e-ataques-antes-da-operacao-prato" target="_blank" rel="noopener">confira o artigo completo neste link</a>).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O setor de inteligência (A2) do I Comando Aéreo Regional da Força Aérea Brasileira, sediado na cidade de Belém/PA, também já estava há algum tempo ciente da ocorrência de notícias envolvendo o aparecimento das tais “luzes”. Entretanto, uma providência mais efetiva só foi tomada a partir do dia 20 de outubro de 1977, quando, às 14H, uma viatura transportando militares da Aeronáutica se deslocou da cidade de Belém para o município de Santo Antônio do Tauá/PA, uma das localidades afetadas pelo fenômeno, dando assim início a célebre “Operação Prato”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Considerando que um aspecto que sempre esteve intrinsecamente ligado ao fenômeno se tratou da condição médica das pessoas que haviam se tornado supostas vítimas do “aparelho” (um dos nomes dados pelas populações das áreas afetadas para o que consideravam se tratar de um objeto voador que emitia luzes capazes de lhes causar danos físicos), a avaliação dessas possíveis vítimas por alguém habilitado e capacitado para o exercício da atividade médica é algo de grande valor para a compreensão do fenômeno. Apesar deste ter afetado pessoas presentes ao longo de uma ampla extensão territorial, até o presente momento, as únicas informações mais precisas referentes ao estado clínico das supostas vítimas de ataques, foram divulgadas no decorrer das últimas décadas pela médica que na época prestava seus serviços junto a população do município de Colares/PA.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O envio de uma equipe médica da Aeronáutica para as localidades afetadas pelo fenômeno está registrado nos relatórios oficiais da Operação Prato já divulgados pelo governo brasileiro. Essa participação, que é a única realmente comprovada, ocorreu nos dias 26 e 27 de outubro de 1977.Considerando que esses mesmos relatórios carecem de informações mais detalhadas sobre a extensão das atividades e conclusões dessa equipe, houve a criação de algumas lacunas. Tais dúvidas não existem mais, tendo sido sanadas através do conteúdo deste artigo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Abaixo, apresentamos o relatório inédito produzido pelos integrantes dessa missão médica, no qual registraram suas observações. A equipe do <a href="http://www.operacaoprato.com" target="_blank" rel="noopener">www.operacaoprato.com</a> recebeu o presente conteúdo das mãos de uma fonte idônea e fidedigna que, por motivos pessoais, prefere se manter anônima.</span></p><h2><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;">O DOCUMENTO INÉDITO &#8211; <em>&#8220;RELATÓRIO MÉDICO-PSIQUIATRA&#8221;</em></span></h2><iframe class="pdfjs-viewer" width="650px" height="849px" src="https://operacaoprato.com/wp-content/plugins/pdf-viewer/stable/web/viewer.html?file=http://operacaoprato.com/documentos_oficiais/RELAT%C3%93RIO%20M%C3%89DICO%20-%20www.operacaoprato.com.pdf"></iframe> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Nossa equipe localizou um dos médicos militares que, conforme o relatório acima, participou da Operação Prato. Nos dias atuais, o Tenente-Coronel Médico Dr. Pedro Ernesto Póvoa exerce funções administrativas no Hospital da Aeronáutica, em Belém. Na época da missão militar, ele já possuía especialização em psiquiatria e examinou algumas das supostas vítimas do fenômeno denominado “chupa-chupa”. O Dr. Póvoa nos recebeu e, apesar de ter estranhado que o assunto a ser tratado referia-se a fatos ocorridos há quase quatro décadas, foi bastante cortês e atencioso, onde aceitou nos conceder uma entrevista a fim de esclarecer nossas dúvidas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Apresentamos logo abaixo o conteúdo integral da entrevista do Ten Cel Dr. Póvoa que nos foi concedida em 31 de maio de 2017:</span></p><figure id="attachment_637" aria-describedby="caption-attachment-637" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-637" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pedro-ernesto-povoa.jpg" alt="" width="300" height="346" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pedro-ernesto-povoa.jpg 466w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pedro-ernesto-povoa-260x300.jpg 260w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption id="caption-attachment-637" class="wp-caption-text">Ten Cel Dr. Pedro Ernesto Póvoa</figcaption></figure><h2><span style="color: #e64946; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">A ENTREVISTA</span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Qual a patente do senhor hoje? Quais as funções que o senhor ainda desempenha na Aeronáutica?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Eu sou Tenente-Coronel médico, da reserva. Hoje eu trabalho com administração de assuntos de saúde do COMAR. Só administração, não tenho mais atividade médica, até porque decidi me aposentar.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Na época da missão militar no interior do Pará (1977), qual era a função que o senhor desenvolvia na Aeronáutica?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Eu era tenente médico psiquiatra. Tinha acabado de ser transferido para Belém para trabalhar como psiquiatra no hospital (Hospital da Aeronáutica, em Belém).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Como o senhor tomou conhecimento do caso de aparecimento de luzes no céu e de pessoas sendo “atacadas” no interior do Pará?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Bom, na realidade eu tomei conhecimento disso pela imprensa. O que aconteceu foi que eu fui convocado pelo COMAR, que é o órgão central da Aeronáutica aqui em Belém. E o COMAR me convocou para que eu fosse como psiquiatra, junto com o médico de lá, que fossemos lá para investigar a veracidade disso. Foi assim que eu tomei conhecimento.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Qual foi o objetivo da equipe médica?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Avaliar a veracidade desses fatos, do que as pessoas sentiam. Dois médicos foram na missão (o próprio Dr. Póvoa e o Dr. Augusto Sérgio) junto com outros militares que foram investigar outras coisas da área de inteligência. Verificar o que era que estava acontecendo com as pessoas lá.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Quais as localidades que o senhor chegou a ir e quais as condições de saúde em que as pessoas viviam na época naquela região afetada?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Eu só me lembro de Colares, eu lembro que teve uma travessia em uma balsa¹, provavelmente alguma localidade de algum nome que eu não me lembro. Me chamou atenção que era um local na época sem luz elétrica, que as pessoas acendiam fogueiras na frente das casas. Bom, condições de saúde, eu não vi nada que me chamasse atenção, eram pessoas do interior do Brasil, enfim, não me lembro de ter verificado nenhuma situação de doença específica.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt;"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">¹ Provavelmente se trata da travessia hidroviária por balsa entre Penhalonga (Vigia) e Colares<strong>.</strong></span></em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Que equipamentos foram levados pela equipe para a missão?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Alguns medicamentos, estetoscópio e aparelho de pressão.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Quantas pessoas o senhor chegou a atender? Quais os principais sintomas que as pessoas apresentavam?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Realmente eu não me lembro de quantas pessoas foram atendidas. Não foram muitas, as pessoas acendiam fogueiras na frente das casas para, segundo eles, espantar o “chupa-chupa”. Eles achavam que se estivesse tudo escuro eles poderiam ser atacados. Os sintomas eram ligados ao estresse. Algumas pessoas até mostravam marcas no pescoço que poderiam ter sido causadas por qualquer outra coisa, até picada de inseto. Elas diziam que aquilo era alguma coisa que vinha do céu, mas no céu nós não víamos nada. Víamos pessoas que teriam sido atacadas naquele momento e que ninguém viu nada, só essa pessoa que viu.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O senhor chegou a examinar alguma vítima que possuía ferimentos feitos pelas luzes?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"> Não eram “ferimentos feitos pelas luzes”, elas é que diziam isso. Como eu falei antes, a gente via algumas marcas de picada no pescoço, mais nada, e a pessoa muito estressada, com taquicardia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O senhor tomou conhecimento de algum caso de falecimento decorrente de algum ataque?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Não, acho até que ninguém tomou conhecimento de falecimento de ninguém, nem a imprensa sensacionalista.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O senhor chegou a conversar com algum médico das regiões visitadas pela missão?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O que estava por trás das reações de estresse demonstradas pelos habitantes daquelas localidades?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Acredito que nessas localidades muito no interior, que tem pouco acesso a informação, uma pessoa relata uma informação e aquilo corre como se fosse uma epidemia, vai passando e todos os outros acabam participando dessa angústia, desse estresse. Isso acho que é muito comum em comunidades muito isoladas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Quais atividades o senhor desenvolveu durante a missão além da atenção médica? O senhor participou de vigílias observando o céu noturno?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Sim, ficamos lá acordados um bom tempo. Eu devo admitir que teve um determinado horário que eu acabei cochilando, mas a equipe toda ficou acordada a noite inteira. A partir de um determinado horário a gente fez uma escala para que ficasse sempre alguém acordado. Como eu te disse, o máximo que nós vimos foram satélites passando no céu.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O que a equipe militar achava na época? O que se comentava na sede do I COMAR a respeito do aparecimento de luzes no céu e ataques a pessoas no interior do Pará?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Bom, eu não sei te responder essa pergunta. Eu acho que eles achavam a mesma coisa que a gente achava, que aquilo não existia, mas foram lá para checar se realmente existia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Qual o número estimado de militares que participaram da missão?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Na minha missão não foi muita gente, porque eu lembro que fomos de “Variant” (carro antigo, da montadora Volkswagen), tinha umas cinco ou seis pessoas só.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O senhor se lembra de quais são os militares que participaram da missão que ainda podem ser encontrados?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Não, porque eu tive contato com eles somente naquela missão, depois não tive mais, a não ser o Augusto que eu conhecia, que tivemos contato depois, ele era médico também e a gente trabalhou em outras missões da Aeronáutica; não desse tipo. Mas os outros que eram do setor de inteligência eu realmente não me lembro se tive contato e nem sei se ainda estão vivos ou não.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>O senhor teve contato com o coronel Hollanda?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Sim, mas o coronel Hollanda não foi nessa missão, foi um outro coronel que eu não me lembro o nome.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>Seria o coronel Camilo Ferraz de Barros?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Exatamente, ele era do setor de inteligência, foi chefe do A2 antes do Hollanda. Na missão foram ele (coronel Camilo Ferraz), talvez um ou dois sargentos, eu e o Augusto. Eu só fui nessa missão. Depois eu soube que tiveram outras missões, mas eu não participei. Então eu não sei nem o que aconteceu, nem os relatórios dessas outras missões.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>A permanência da equipe médica nas localidades foi inferior a 24 horas. Qual o motivo do retorno à Belém, foi uma decisão da equipe ou foi uma ordem de algum superior?</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A decisão não foi minha. Havia um coronel no comando, como já havíamos passado uma noite lá, ele decidiu que retornaríamos à Belém.</span></p>								</div>
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									<h2><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 18pt; color: #e64946;">ANÁLISE DO CONTEÚDO APRESENTADO</span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A partir de agora, dissertaremos sobre o novo contexto da participação da equipe médica militar no âmbito da Operação Prato, após a divulgação das informações inéditas trazidas pelo relatório e entrevista acima apresentados.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><em>Atividades desenvolvidas pela equipe médica militar na Operação Prato</em></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os relatórios oficiais da Aeronáutica sobre a Operação Prato que já se encontram liberados pelo governo brasileiro mostram que as atividades da equipe médica militar na área afetada pelo fenômeno ocorreram da seguinte maneira:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Primeiramente chegaram ao povoado de Santo Antônio do Ubintuba, pertencente ao município de Vigia/PA, às 15h20min do dia 26 de outubro de 1977, acompanhados do chefe da seção de inteligência do I Comar em Belém (coronel Camilo Ferraz de Barros).</span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter  wp-image-638" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-01-deslocamento-equipe-medica.png" alt="" width="570" height="78" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-01-deslocamento-equipe-medica.png 570w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-01-deslocamento-equipe-medica-300x41.png 300w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /></p><figure id="attachment_639" aria-describedby="caption-attachment-639" style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-639" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-02-retorno-equipe-medica.png" alt="" width="569" height="54" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-02-retorno-equipe-medica.png 719w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-02-retorno-equipe-medica-300x28.png 300w" sizes="(max-width: 569px) 100vw, 569px" /><figcaption id="caption-attachment-639" class="wp-caption-text">Fonte: Relatório de Missão – Parte Informativa</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 16h, se deslocaram para um povoado ainda menor que ficava localizado nas proximidades, denominado Vila Nova do Ubintuba, onde mantiveram contato com pessoas que alegaram terem sido atingidas pela “luz”.</span></p><figure id="attachment_640" aria-describedby="caption-attachment-640" style="width: 569px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-640" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-03-deslocamento-equipe-medica.png" alt="" width="569" height="65" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-03-deslocamento-equipe-medica.png 594w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/fig-03-deslocamento-equipe-medica-300x34.png 300w" sizes="(max-width: 569px) 100vw, 569px" /><figcaption id="caption-attachment-640" class="wp-caption-text">Fonte: Arquivo SNI – ACE Nº 3252/83</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 19h45min, se deslocaram para a ilha de Colares. Durante o trajeto, às 20h05min, os militares operacionais que se encontravam na mesma viatura que a equipe médica, avistaram e registraram a passagem de um meteoro, o que sugere que são altas as chances de que os médicos militares também tenham presenciado essa cena.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 21h20min, finalmente chegaram à ilha de Colares. Dez minutos depois, o coronel Camilo e os componentes da equipe médica se deslocaram para uma localidade chamada Pacatuba, localizada no interior da ilha, a poucos quilômetros de distância da sede do município.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Estando a equipe médica já em Colares, um outro militar da equipe operacional que compunha a missão teve contato com a Sra. N. P. A., de 25 anos, que estaria sob “crise nervosa”. Ela alegou que se encontrava com uma irmã menor na cozinha da sua residência lendo um livro de orações, quando observou a claridade (“luz”) já mencionada pelas demais pessoas, sofrendo então a referida crise. O horário registrado para o suposto contato com a luz se deu às 22h15min e, o militar, tão logo possível, fez contato com a equipe médica da Aeronáutica, que realizou o imediato atendimento da possível vítima.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 00h15min ocorreu a passagem de uma “luz” a baixa altura, que desapareceu nas proximidades de um pequeno campo de aviação existente na ilha. O relatório ressaltou que os componentes da equipe militar não presenciaram a referida ocorrência, que lhes teria sido noticiada através de populares.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 00h35min do dia 27Out77 (menos de 03 horas após os fatos envolvendo a Sra. N. P. A.), a Sra. M. B. L. F., de 42 anos, também foi atendida pela equipe médica militar por, conforme registrado pelos militares operacionais, também se apresentar sob “crise nervosa”. O relatório militar mencionou que a Sra. M. B. alegou que quando se preparava para dormir, pressentiu uma “luminosidade”, conforme já descrito por outras vítimas, de forma que após a presença dessa luminosidade, ela foi acometida pela mencionada crise nervosa. O relatório operacional cita que ela foi “<em>prontamente refeita</em>” (atendida) pela equipe médica.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 04h05min do dia 27Out77, populares observaram o deslocamento e uma intensa “luz” ao nível das árvores (não há menção a observação por parte dos médicos militares, mas provavelmente se encontravam repousando).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Às 08h00min do dia 27Out77, se deslocaram para a cidade de Vigia (sede do município) e, às 09h45min, o coronel Camilo contatou o prefeito da cidade.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Por fim, às 09h45min, ocorreu o último registro de participação de médicos militares no âmbito das investigações desse fenômeno, que foi o deslocamento dessa equipe para a localidade de Santo Antônio do Ubintuba onde, em seguida, retornaram para Belém, juntamente com o coronel Camilo.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><em>Análise da estrutura do relatório médico-psiquiatra</em></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A partir deste momento, faremos uma análise minuciosa do documento de título “<em>RELATÓRIO DA MISSÃO MÉDICO-PSIQUIATRA NA OPERAÇÃO PRATO</em>”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O documento é constituído por 02 (duas) folhas de aspecto antigo e trata-se de uma cópia. Conforme pode ser observado nas proximidades das suas bordas externas, fica evidente que a presente versão foi gerada a partir de folhas já bastante deterioradas, possivelmente também cópias do documento original.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A primeira informação pertence ao timbre do documento. Apesar da ilegibilidade de alguns caracteres, é claramente perceptível que se trata do nome “<em>HOSPITAL DA AERONÁUTICA</em>”. Acima da palavra “<em>HOSPITAL</em>” é possível notar a presença da parte inferior de alguns caracteres que já estavam ausentes no momento da produção da cópia, mas utilizando o nome dessa instituição militar de saúde como referência, é possível prever que se tratasse de conteúdo relacionado aos termos de identificação dessa instituição na condição de remetente do documento, como “MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA” (atualmente Comando da Aeronáutica), identificação do COMAR (Comando Aéreo Regional) correspondente, etc.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O maior prejuízo no que tange as informações ausentes em decorrência dos danos nas bordas do documento, principalmente na parte superior das duas folhas, provavelmente se refere a inexistência do local e data em que foi assinado. No entanto, através de um trabalho minucioso, conseguimos nos aproximar dessas informações com uma precisão satisfatória, a partir da pesquisa de outras fontes seguras, conforme será exposto mais adiante.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O próximo campo refere-se ao já citado “<em>RELATÓRIO DA MISSÃO MÉDICO-PSIQUIATRA NA OPERAÇÃO PRATO</em>” que, trata-se do assunto anunciado pelo documento, possuindo, portanto, fundamental importância.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Considerando que a Operação Prato foi dividida em duas missões (1ª Missão: 20/10/1977 a 11/11/1977 e 2ª Missão: 25/11/1977 a 05/12/1977), podemos considerar que o presente relatório foi elaborado próximo a esse período, ou seja, em algum momento dos meses finais do ano de 1977. Já em relação ao local, tendo em vista que essa operação militar foi de iniciativa do I COMAR, sediado em Belém, fica claro que o presente documento foi elaborado através do Hospital da Aeronáutica localizado na própria cidade de Belém/PA.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em seguida temos um campo informando o objetivo da missão, que era <em>“verificar o estado médico-psicológico das populações examinadas na operação (</em>Prato<em>)”.</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Conforme o brilhante sargento João Flávio de Freitas Costa registrou através de um relatório especial referente ao período da primeira missão, o principal objetivo dessa operação militar constou em <em>“esclarecer o que de real existe sobre os aparecimentos e movimentação, em nosso Espaço Aéreo Inferior dos chamados OBJETOS VOADORES NÃO IDENTIFICADOS”</em>. Logo, qualquer informação que pudesse esclarecer a origem dos acontecimentos era válida.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A próxima informação do relatório se refere as localidades nas quais os médicos responsáveis pela elaboração do documento estiveram presentes; neste caso, Santo Antônio do Ubintuba, Colares e Vigia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em seguida, temos os dados pessoais dessa equipe médica, que possuíam os seguintes postos militares e nomes:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; 1º Tenente Médico da Aeronáutica, Dr. Pedro Ernesto Póvoa;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Aspirante-a-oficial Médico da Aeronáutica, Dr. Augusto Sérgio Santos de Almeida (falecido no ano de 2014).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O item seguinte descreve as atividades desenvolvidas por esses profissionais de saúde no âmbito da missão realizada. No curso de suas ações tiveram contato pessoal com vários moradores das áreas atingidas que, alegaram terem sido pessoalmente afetados pelas referidas “luzes”. Essas pessoas declararam apresentar sintomas como distúrbios na fala, paralisia corporal, sensação intensa de calor, etc.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O presente relatório médico-psiquiatra dedica grande parte do seu conteúdo a descrição do atendimento que essa equipe médica da Aeronáutica realizou em duas possíveis vítimas das “luzes”. Os nomes das vítimas não se encontram presentes no documento haja vista que este não possuía finalidade médica, mas sim de segurança pública. Entretanto, comparando-o com os relatórios operacionais da Aeronáutica (documentação de grande volume produzida por militares agentes de campo da Aeronáutica que coletaram e registraram informações diretamente nas localidades afetadas pelo fenômeno), conclui-se que é extremamente provável que se tratam das senhoras N. P. A. e M. B. L. F, já mencionadas acima.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Se por um lado os relatórios operacionais militares foram abrangentes o suficiente para fornecerem importantes informações pessoais sobre essas duas senhoras, por outro, suas condições de saúde após os supostos ataques foram registradas de maneira generalizada, através do uso do termo “crise nervosa”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O presente relatório médico-psiquiatra indica que essas duas vítimas apresentavam sintomas semelhantes que, foram descritos de maneira detalhada. Aliás, tais registros, na prática representam os únicos diagnósticos médicos individualizados de possíveis vítimas do fenômeno de que se tem conhecimento.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os doutores Póvoa e Augusto Sérgio compararam o quadro clínico dessas duas vítimas autodeclaradas em particular com, os sintomas descritos pelas demais possíveis vítimas do fenômeno com as quais tiveram contato, onde consideraram que todos esses sintomas compartilhavam da mesma origem, podendo ser explicados como se tratando de reações decorrentes de fatores psicológicos, de maneira que as próprias populações das localidades atingidas seriam as responsáveis pela geração e disseminação do que foi definido por eles como um “<em>clima de histeria coletiva</em>”.</span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter  wp-image-641" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/histeria-coletiva.jpg" alt="" width="400" height="380" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/histeria-coletiva.jpg 424w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/histeria-coletiva-300x285.jpg 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">No final da segunda folha há a presença de uma tarja negra de censura, que já estava presente na cópia do documento no momento em que este foi entregue para nossa fonte. O censor objetivou bloquear a visualização das assinaturas dos dois componentes da equipe médica. Um olhar mais atento na superfície da folha possibilita notar que a presença delas não foi efetivamente suprimida pela utilização desse artifício.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><em>Existência ou não de outras equipes médicas militares durante a Operação Prato</em></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Existem diversos relatórios operacionais com registros de ações investigativas da Aeronáutica em relação ao fenômeno, tanto durante o último trimestre de 1977, como também durante um avançado período do ano de 1978. As investigações pós-Operação Prato não possuem um nome próprio como esta primeira, tendo sido mais fragmentadas, mas mesmo assim sempre foram registradas de maneira precisa seguindo padrões militares, o que nos faz concluir que se tivessem existido outras equipes médicas militares, provavelmente essas participações também estariam presentes ao longo desses relatórios; a presença desses profissionais de notório saber não seria ignorada.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É possível observar que nas poucas horas em que os militares operacionais do setor de inteligência da Aeronáutica permaneceram juntos da equipe médica militar, garantindo-lhes suporte, transporte e proteção para a avaliação do quadro clínico da população, se preocuparam em registrar de maneira detalhada como se deu o envolvimento dessa equipe durante a execução dos seus trabalhos nas áreas dos eventos, de forma que apesar da curta permanência, essa equipe médica foi citada de maneira literal pelos relatórios operacionais em nada menos que 07 (sete) oportunidades.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Tudo isso torna necessário que informações referentes a outros médicos militares nos locais dos eventos sejam apresentadas juntas de algum conteúdo capaz de atestar a confiabilidade da sua procedência, haja vista que não se enquadraria nos padrões seguidos.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><em>Fenômeno luminoso</em></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Deve haver cautela no momento de se avaliar o parecer da equipe médica sobre o fenômeno luminoso. Apesar da presença das tais “luzes” não ter sido literalmente negada no relatório, claramente descartaram que aquelas pessoas estivessem sofrendo qualquer tipo de ataque pelos supostos OVNIs, indicando que não acreditavam no fenômeno. O próprio Dr. Póvoa confirmou seu posicionamento através da entrevista.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A questão é que o tempo em que permaneceram nos locais dos eventos foi extremamente pequeno quando comparado ao período de ampla incidência do fenômeno, não tendo superado nem mesmo o período de 24 horas, o que pode ter comprometido as condições para que esses profissionais tivessem a oportunidade de verificarem por si próprios se a presença das tais “luzes” era real ou não. De acordo com o que indicam os registros operacionais, provavelmente o único acontecimento incomum que visualizaram no céu noturno se tratou da presença de um “<em>meteoro</em>” cruzando o céu a baixa altitude, enquanto se deslocavam numa viatura para o município de Colares, após terem avaliado possíveis vítimas na localidade de Santo Antônio do Ubintuba.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A realidade é que a visualização da presença de “luzes”, “objetos luminosos” ou “corpos luminosos” que estariam se movimentando pelos céus noturnos daquelas localidades não foi uma exclusividade das populações das localidades afetadas pelo fenômeno pois, militares da própria equipe operacional da Aeronáutica, que estiveram presentes nas localidades durante um considerável período de tempo, principalmente na ilha de Colares, confirmaram a existência desses avistamentos, ao menos em relação a movimentação de objetos luminosos através dos céus noturnos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Um já conhecido relatório oficial elaborado pelo sargento João Flávio, militar cuja presença nas localidades foi mais extensa do que a de qualquer outro, afirma que a presença de objetos voadores (não identificados) “luzes” era “patente” (<em>Dicionário Aurélio: claro; evidente</em>), “movimentavam-se em altitudes e direções variadas” e efetuavam “manobras complexas”, indicando que aqueles “corpos e luzes” eram “INTELIGENTEMENTE DIRIGIDOS”. O sargento João Flávio, apesar de não ter se sentido seguro o suficiente para atribuir uma autoria para os responsáveis por trás das tais “luzes”, definitivamente não considerava que o fenômeno se tratava de algo simples como fenômenos atmosféricos ou, aeronaves comerciais convencionais para o transporte de carga ou passageiros.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Já em relação às informações divulgadas de que tais objetos também disparavam raios luminosos contra a população, não há registro de que os militares tenham observado qualquer acontecimento desta natureza, onde apenas colheram testemunhos de pessoas que afirmaram terem sofrido esse tipo de ocorrência. Entretanto, partindo da consistente premissa de que realmente havia objetos luminosos insólitos que se movimentavam de maneira coordenada através do espaço aéreo, não poderia ser descartada a possibilidade de que os responsáveis pela movimentação desses objetos, também pudessem estar executando ações planejadas para interferirem nas condições de saúde dos habitantes daquelas localidades.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Conforme pode ser verificado através da entrevista do Dr. Póvoa, a permanência da equipe médica nas localidades foi de curta duração, pois receberam uma ordem de superior hierárquico para encerrarem a missão. Entretanto, essas poucas horas em que estiveram <em>in loco</em> acompanhando os acontecimentos não os dispensou da obrigação de elaborarem o respectivo relatório que deveria descrever suas atividades e conclusões. Portanto, é compreensível que tenham optado por negar a presença do fenômeno das “luzes”, pelo simples fato de que não viram “luz” alguma.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><em>Sintomas</em></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os sintomas observados pela equipe médica foram:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Abalos musculares (referentes a irregularidades na contração de músculos do corpo);</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Taquisfigmia (pulso rápido e cheio);</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Taquipneia (respiração rápida);</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Crise de choro;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Sensação de calor;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Distúrbios da fala (tartamudez/gagueira);</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">&#8211; Atitude fetal (encolhidas na rede; pernas e braços fletidos/flexionados).</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os médicos concluíram que esses sintomas são características de uma descarga de adrenalina, causada porque os indivíduos estavam em uma situação de medo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) define medo como “ uma resposta emocional a ameaça iminente real ou percebida” (pg. 189). Portanto, os sintomas não necessariamente comprovam que as pessoas foram realmente atacadas pela luz, mas pelo menos indicam que elas se encontravam em uma situação aversiva o suficiente para lhes provocar os sintomas já mencionados.</span></p><p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter  wp-image-642" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pavor-chupa-chupa.jpg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pavor-chupa-chupa.jpg 259w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/06/pavor-chupa-chupa-80x60.jpg 80w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Não temos um levantamento realizado por nenhuma instituição civil da área da saúde a respeito dos sintomas, número de possíveis vítimas, etc. Futuras pesquisas podem ser realizadas, coletando informações em relatórios militares, jornais e entrevistas, com o objetivo de verificar quais sintomas mais compõem o quadro clínico das vítimas.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><em>Contribuição dos médicos militares para a compreensão do fenômeno</em></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É inegável que devemos reconhecer a grande importância e relevância dos relatos e conclusões da equipe médica militar no que se refere ao quadro de saúde das populações, pois a partir deles passamos a conhecer novos detalhes envolvendo os sintomas das pessoas afetadas pelo fenômeno e, também aperfeiçoamos nossa compreensão sobre o complexo cenário social presente nas localidades afetadas. Eram profissionais competentes e capacitados que, apesar do pouco tempo em que permaneceram nas localidades, tiveram a oportunidade de examinarem diversos habitantes, num momento em que já havia muitas pessoas que se autodeclaravam como vítimas do dito “aparelho” e, apesar de terem observado determinadas marcas na pele de algumas pessoas, conforme detalhado pelo Dr. Póvoa durante a entrevista que nos concedeu, essas poderiam se tratar até mesmo de picadas de insetos, não se tratando portanto de marcas complexas, ao menos em relação ao que ele observou.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Apesar de ser muito provável que o referido “<em>clima de histeria coletiva</em>” identificado pela equipe médica militar talvez não fosse o único responsável pelas inconcebíveis notícias surgidas em meio as regiões afetadas pelo fenômeno, fica claro que esta condição influenciou os habitantes locais, agravando o quadro de tensão existente. Não é possível identificar com precisão a proporção nem quantidade de pessoas cujos relatos e/ou sintomas foram influenciados por esse aspecto, mas é certo que tal interferência ocorreu; um ambiente social envolto por medo e pânico esteve presente durante um período significativo do fenômeno.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Jamais será possível determinar a proporção do benefício que a missão militar poderia ter obtido com uma maior presença da equipe médica composta pelos doutores Pedro Ernesto Póvoa e Augusto Sérgio Santos de Almeida, entretanto, se por um lado o relatório produzido por esses profissionais de saúde não foi capaz de abalar a crença de que a presença das denominadas “luzes” foi real, por outro lado, mostrou que devemos reavaliar a ideia atualmente vigente de que uma enorme quantidade de vítimas permaneceu com sequelas de graves queimaduras após os supostos ataques efetuados pelas referidas “luzes”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quando lemos os relatórios produzidos pelos militares operacionais da Aeronáutica, devemos observar que, apesar da existência de referências a extrações de sangue e queimaduras decorrentes de raios emitidos pelo dito “aparelho”, os militares geralmente se limitavam a transcrever as alegações das vítimas, não significando propriamente que estavam atestando ou confirmando aqueles acontecimentos. Até mesmo quando afirmavam existir algum tipo de marca incomum na pele de uma possível vítima, não significava que estavam atestando que tal marca havia sido gerada a partir da ação do dito “aparelho”.</span></p><figure id="attachment_237" aria-describedby="caption-attachment-237" style="width: 301px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-237" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/04/aurora-fernandes.png" alt="" width="301" height="203" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/04/aurora-fernandes.png 388w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/04/aurora-fernandes-300x203.png 300w" sizes="(max-width: 301px) 100vw, 301px" /><figcaption id="caption-attachment-237" class="wp-caption-text">Fonte: Revista Ufo</figcaption></figure><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Por outro lado, uma análise minuciosa nos relatórios militares claramente demonstra que uma quantidade significativa das testemunhas que se autodeclararam vítimas, alegando terem sido atingidas por tal “luz”, proveniente do referido “aparelho”, relataram padrões bastante semelhantes que foram geralmente descritos como se tratando do aparecimento repentino de um objeto voador a baixa altitude (geralmente cilíndrico e com movimentação que apresentava certa irregularidade) que, emitia um “foco” luminoso na direção dos seus corpos, de maneira que após isso, costumavam dizer que sentiram sintomas compatíveis com aqueles descritos pelo relatório médico-psiquiatra em questão.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Além da precariedade dos meios de comunicação das localidades afetadas, grande parte dessas pessoas moravam em locais distantes umas das outras e não se conheciam. Somado a isso, existem casos nos quais as alegações dessas autodeclaradas vítimas eram corroboradas por outras testemunhas, geralmente familiares, que confirmaram a existência do padrão envolvendo os referidos ataques.</span></p><h2><span style="font-size: 18pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><em>Conclusão</em></span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Esta matéria traz à tona importantes informações sobre a Operação Prato e o fenômeno que esta buscou investigar. Apesar das vastas informações já existentes sobre o fenômeno, ainda faltam dados mais precisos para uma conclusão exata sobre sua origem, onde devemos continuar a investiga-lo de maneira criteriosa, buscando sua causa através da correta interpretação dos fatos.</span></p><p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;">Autores do artigo: P.A. Ferreira, Raphael Pinho, Luiz Fernando, Hélio A. R. Aniceto e M.A. Farias.</span></p>								</div>
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