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	<title>marinha Archives - Operação Prato</title>
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	<description>Tudo Sobre o Maior Evento Ufológico Mundial.</description>
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		<title>Documento inédito comprova: Militares investigavam luzes e ataques antes da Operação Prato</title>
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		<pubDate>Fri, 19 May 2017 02:25:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Prezados pesquisadores, Iniciamos nosso site no mês em que se completam 40 anos da investigação militar do maior evento ufológico da história. Sim! Maio. 1977. <a class="mh-excerpt-more" href="https://operacaoprato.com/novidades/documento-inedito-comprova-militares-investigavam-luzes-e-ataques-antes-da-operacao-prato" title="Documento inédito comprova: Militares investigavam luzes e ataques antes da Operação Prato">[...]</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="534" class="elementor elementor-534 elementor-bc-flex-widget">
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									<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Prezados pesquisadores,</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"> Iniciamos nosso site no mês em que se completam 40 anos da investigação militar do maior evento ufológico da história. Sim! Maio.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"> 1977. Estranhas luzes invadiam nosso espaço aéreo e atacavam moradores de municípios dos estados do Maranhão e Pará com um feixe luminoso que causava queimaduras em suas vítimas e pavor na população. Compelida a investigar, a Aeronáutica reuniu um grupo de militares do I Comar em Belém e no dia 20 de outubro de 1977 deu início a operação militar conhecida como “Operação Prato”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"> Mas será essa realmente a verdadeira história?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"> A equipe do site <a href="http://www.operacaoprato.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.operacaoprato.com</a> recebeu de uma fonte altamente fidedigna, documento inédito de cunho oficial que apresentaremos a seguir em primeira mão, comprovando que desde <strong>MAIO de 1977</strong> os militares já investigavam os estranhos fenômenos que ficaram popularmente conhecidos como “chupa-chupa”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Outra descoberta surpreendente é a possibilidade de que essas investigações iniciais tenham sido conduzidas pelo setor de inteligência da Marinha e não da Aeronáutica como se poderia supor.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Todas essas questões e outras informações presentes nos documentos são minuciosamente tratadas por nossa equipe numa análise que estará disponível após a apresentação desse inédito e esclarecedor material.</span></p><p style="text-align: justify;"> </p><h2 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;">O DOCUMENTO INÉDITO &#8211; <em>&#8220;INFORME BRUTO&#8221;</em></span></h2><iframe class="pdfjs-viewer" width="650px" height="849px" src="https://operacaoprato.com/wp-content/plugins/pdf-viewer/stable/web/viewer.html?file=http://operacaoprato.com/documentos_oficiais/INFORME%20BRUTO%20-%20www.operacaoprato.com.pdf"></iframe> <h2><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>A Autenticidade</strong></span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os documentos recebidos pela equipe do <a href="http://www.operacaoprato.com/"><em>www.operacaoprato.com</em></a> são um conjunto de cinco folhas inéditas ligadas aos fenômenos investigados pela Operação Prato. Estão visivelmente desgastadas pelo tempo. Não são uma peça única, um único documento, parecem mais como material esparso que foi reunido e entregue a nossa fonte. As quatro primeiras folhas são textos datilografados e a quinta um desenho de objeto voador não identificado, que tem uma versão ligeiramente diferente divulgada em 2009 pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República &#8211; GSI, como o anexo “D” do Informe nº 045 do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval de 23 de novembro de 1977.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A fonte dos documentos é absolutamente idônea e teve contato direto com militares integrantes da Operação Prato, recebendo o presente material das mãos do próprio sargento João Flávio de Freitas Costa, braço direito do Cap. Uyrangê Hollanda, comandante da Operação Prato. Entretanto, até o momento, prefere se manter no anonimato por questões pessoais.</span></p><h2 style="text-align: justify;"><span style="font-size: 18pt; color: #e64946; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><strong>Apresentação</strong></span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O documento foi elaborado no final da década de 1970, quando as máquinas de escrever imperavam absolutas nas empresas, residências e instituições públicas. Tratando-se, portanto, de um meio de registro de informações que ofereciam escassas possibilidades para a correção de erros.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os documentos não apresentam timbre da instituição, numeração, local ou data, assinatura, destinatário ou identificação do signatário, mas existem acréscimos à mão em cada uma das cinco folhas que as ligam ao I COMAR e ao sargento Flávio Costa, não significando necessariamente que tenham sido produzidas por esse órgão ou por esse militar. Isso será tratado mais à frente. Todas as cinco folhas foram assinadas pelo sargento, além de escritas as seguintes palavras “<em>Propiedade(sic) Particular</em>”. Uma comparação entre essas anotações com as assinaturas e palavras manuscritas conhecidas de Flávio Costa, obtidas na documentação vazada e oficial (<a href="http://operacaoprato.com/documentos-oficiais">disponível aqui</a>), revelam novamente a autenticidade dos documentos, além de contarmos com a própria idoneidade da fonte, que garantimos ser absolutamente fiável.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Elas serão nomeadas, para facilidade da análise, em 1/5, 2/5, 3/5, 4/5 e 5/5. O fato de terem sido digitalizadas e dispostas na sequência tal como estão, não significa que seja a sequência correta de leitura, isso veremos adiante. Para facilitar, a folha 5/5 será comumente chamada de <em>desenho</em>.</span></p><h2><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>Análise do conteúdo</strong></span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A folha 1/5 apresenta no cabeçalho a descrição “<em>INFORME” com uma inclusão à mão em momento posterior da expressão “ – BRUTO”</em> e possui o título “<em>Aparecimentos de objetos não identificados”</em>. No seu primeiro parágrafo, o documento traz informações importantes:</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt; font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><strong><em>“No mês de maio/77, numa das missões feitas por elementos desta seção nas regiões do MARANHÃO e PARÁ, os moradores daquelas zonas encontravam-se amedrontados com o aparecimento de uma luz misteriosa, que segundo êles, causava morte e alucinações”.</em></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Deste parágrafo inicial podemos tirar duas valiosas conclusões:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><em>1)</em> Diferentemente do que se supunha até o momento, baseado nos relatórios liberados, que indicavam a data de 20/10/1977 como o início da atividade investigatória dos militares, pode-se afirmar agora de forma segura que pelo menos desde <strong><u>MAIO/77</u></strong> eles já atuavam nas regiões afetadas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Essa, sem sombra de dúvidas, <u>é uma das informações mais importantes desse conjunto de documentos</u>;</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><em>2)</em> Diferentemente do que se pensava e se propaga até hoje, não teria sido o Ofício encaminhado à Aeronáutica pelo ex-prefeito da cidade de Vigia José Ildone Favacho, o estopim para o interesse militar em investigar os fenômenos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em seguida, no mesmo parágrafo, há outra observação interessante. De acordo com a concepção dos populares que possuíam uma “cultura mais ampla”, tudo não passava de “uma imagem criada pelo caboclo” ou, segundo os mais idosos, estrangeiros <em>espionando a costa brasileira procurando minério, no caso a areia monazítica.</em></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O documento não fornece informações para detalhar essa hipótese, mas se trata de uma ideia bastante específica que provavelmente envolve informações reais que não foram registradas nesse informe. Outro fator que adiciona certa viabilidade a essa hipótese se trata de uma reportagem do jornal O Liberal (Belém/PA) de 10 de julho de 1977 (<a href="http://operacaoprato.com/jornais-da-epoca-para" target="_blank" rel="noopener noreferrer">disponível aqui</a>) que, relatando informações relacionadas às luzes misteriosas, com ênfase na região compreendida entre as fronteiras dos estados do Pará e Maranhão, sugere que franceses disfarçados de caboclos teriam “retomado” uma atividade ilegal que consistia na extração e contrabando de areia monazítica<span style="color: #ff0000; font-size: 10pt;"><sup>1</sup></span>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Prosseguindo, o documento narra relatos de moradores dessas regiões de que num dos aparecimentos desse “objeto” teria ocorrido um caso fatal no dia 22/5/1977 às 00:00h, quando quatro ocupantes de uma embarcação na ilha dos Caranguejos foram atingidos por um foco de luz disparado pelo “aparelho” causando a morte de um deles por queimadura no tórax. Para quem conhece um pouco o assunto trata-se do célebre caso da “Ilha dos Caranguejos” e, embora não seja o escopo do presente trabalho, vale tecermos aqui algumas considerações. Realmente houve uma morte nesse caso, mas não do Sr. Firmino e sim do Sr. José Mendes Souza. Diferentemente também do que consta no documento, esse evento teria ocorrido entre a noite do dia 25 e a madrugada do dia 26/04/1977. Nenhum dos homens lembrava-se de algo e não houve avistamento de objeto ou foram atingidos por um foco de luz (pelo menos que se lembrem). Apenas o próprio Sr. Firmino teria citado a palavra “fogo” enquanto delirava no hospital. Segundo laudo médico do IML do Maranhão, o homem que morreu não apresentava queimaduras ou hematomas e a <em>causa mortis</em> foi atribuída a um AVC por choque emocional.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Encerrando essa folha 1/5, são citadas várias localidades onde o fenômeno passou a ocorrer com maior frequência, iniciando nas regiões do Maranhão e depois Pará.</span></p><p style="text-align: left;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Mapas indicando localidades citadas no documento – Fonte: Google maps</span></p><p><a href="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/ilha-dos-caranguejos.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-580 size-full" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/ilha-dos-caranguejos.png" alt="" width="1133" height="526" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/ilha-dos-caranguejos.png 1133w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/ilha-dos-caranguejos-300x139.png 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/ilha-dos-caranguejos-768x357.png 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/ilha-dos-caranguejos-1024x475.png 1024w" sizes="(max-width: 1133px) 100vw, 1133px" /></a></p><p><a href="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-maranhao.png"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-maranhao.png" alt="" width="1103" height="527" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-maranhao.png 1103w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-maranhao-300x143.png 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-maranhao-768x367.png 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-maranhao-1024x489.png 1024w" sizes="(max-width: 1103px) 100vw, 1103px" /></a></p><p><a href="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para.png"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-577 size-full" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para.png" alt="" width="1103" height="513" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para.png 1103w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-300x140.png 300w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-768x357.png 768w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/op_para-1024x476.png 1024w" sizes="(max-width: 1103px) 100vw, 1103px" /></a></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Conforme análise mais aprofundada que será explicitada mais adiante neste trabalho, muito provavelmente a folha 2/5 não seja uma sequência lógica da folha 1/5, mas sim trata-se de um outro documento produzido separadamente, que veio a ser anexado ao anterior num momento desconhecido e assim foi repassado a nossa fonte.</span><br /><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A folha 2/5 traz a seguinte informação temporal em seu cabeçalho: <strong>“Em 12/9/77”</strong>. A princípio, somos induzidos a pensar que tal informação indica a data de sua elaboração, já que se encontra isolada no alto da folha. Entretanto, veremos mais adiante neste texto (apenas na análise da folha 4/5) que provavelmente tal informação não procede.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em seguida traz narrativa de ocorrência na comunidade de Taperinha, que pertence ao município de Quatipuru/PA, onde um casal teria avistado, na <em>“terça-feira (dia 19/8/77), às 03,00 horas da madrugada”</em>, próximo a sua residência, um aparelho do estilo de um balão iluminado a cerca de 10 metros de altura. É possível que esse objeto se trate do <em>desenho </em>presente na folha 5/5, porém, não passa de uma conjectura.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em seguida, há a informação de que <em>“no dia 12 as 07,00 horas da manhã houve uma explosão em frente da barra de Japirica(sic), daí em diante aparecido muito peixe morto”</em> e, que há <em>“comentário”</em> a respeito de que estaria <em>“aparecendo um submarino”</em> entre Quatipuru e Japerica (bem fora da barra), que estaria sendo visto por pescadores daquela área.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A respeito dessas informações, é necessário que teçamos alguns comentários. Sobre o avistamento do aparelho do estilo de um “balão iluminado”, que teria ocorrido na “terça-feira (dia 19/8/77), às 03,00 horas da madrugada”, certamente há algum erro nessa informação visto que o dia 19/8/1977 se tratou de uma sexta-feira. Portanto, ou o dia da semana foi informado errado ou, se deu na terça-feira mais próxima, que se tratou da data de 16/08/1977. Entretanto, diante desse conflito, ainda consideramos ser mais sensato confiar na data de 19/08/1977.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quanto à informação da “explosão”, deve ser observado que não fica claro se esta ocorrência foi relatada pelo mesmo casal, apesar da informação ter sido lançada em sequência. É informado que tal explosão teria ocorrido em frente da barra de Japerica “no dia 12 as 07,00 horas da manhã”. Sobre esta data, considerando a falta da indicação do mês no qual o fato teria ocorrido, logicamente recorremos a data mais próxima para inferirmos o mês correto. Considerando então que a algumas linhas antes, registrou-se um fato que teria ocorrido em “19/08/1977”, a princípio só nos resta considerar que a explosão ocorreu na data de “12/08/1977”. Essa é a impressão que os leitores do documento terão até que avancemos um pouco mais na leitura deste trabalho.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A seguir, uma ocorrência com o Sr. Raimundo Lisboa dos Santos, residente em Quatipuru, data não informada, que teria sido vítima do “aparelho” entre as 02:00h e 06:00h. Teria sido atendido pelo vice-prefeito e estaria sofrendo alucinações quando dormia.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Prosseguindo, algumas ocorrências com poucos detalhes, ocorridas em: Taurizinho (Santa Rosa); Capanema (São Gonçalo) e Lugar Serra.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A folha 3/5 traz em seu início:</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>“d) APARECIMENTO DE OBJETOS VOADORES ESTRANHOS NA REGIÃO:”</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">De forma análoga ao que foi mencionado anteriormente em relação à folha 2/5, será abordado mais a frente nesse estudo que a folha 3/5 provavelmente não seja uma sequência lógica da anterior (2/5) e sim parte de outro documento que a este foi anexado.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Inicia-se o texto com as declarações dos moradores de Carutapera informando o aparecimento constante de uma luz misteriosa no município de Cajapió (Maranhão) e, que ela foi vista por quase toda sua população. Informa também que foi frisado pelos moradores que a mesma luz teria seguido um motorista na Estrada Pará &#8211; Maranhão. Este ponto do informe também é bastante interessante, pois mostra o contato dos militares com os residentes do Maranhão na investigação dos fenômenos; até hoje só tínhamos esse contato estabelecido com os habitantes do Pará.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A seguir, relata novamente o caso da “Ilha dos Caranguejos” já tratado anteriormente.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Finalizando, informa que do mês de junho em diante, o mesmo fenômeno vinha se repetindo em outros pontos causando “pânico” nos moradores e, exibe uma lista dessas localidades atingidas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Observando essa lista, percebemos que são apresentados locais e pessoas que nunca ou raríssimas vezes foram citados nos relatórios militares até hoje conhecidos ou mesmo pela mídia. Fica claro que o fenômeno foi real e consistente e não ficou restrito a apenas alguns municípios.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Conclui-se ainda que os militares investigaram efetivamente, desde o Maranhão, a ocorrência dos fenômenos e seus efeitos e não apenas após eles atingirem as cidades paraenses de Viseu, Vigia e Colares por exemplo ou mesmo que foram instados a tomarem providências apenas por causa da pressão das autoridades desses locais.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Diferentemente das folhas anteriores, a folha 4/5 parece ser a sequência lógica de outra anterior apresentada, mas se trataria de uma continuação da folha 1/5. Esse tema será abordado em momento oportuno.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Menciona que além dos locais citados (provavelmente na folha 1/5), outros eram visitados pelo objeto conforme recortes de jornais que estariam como “anexos” do informe. Embora o autor mencione que o problema aparente ser manchete (imprensa), afirmou que ele era real, vinha causando prejuízos a pescadores e agricultores e que merecia ser estudado com mais “carinho”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Interessante o terceiro parágrafo. Afirma que a maioria dos caboclos acreditava que esse aparelho era manobrado por um submarino e que por trás disso estava a famosa “mulher da ilha do meio”, francesa que eles acreditavam ser uma “espiã”.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A seguir, o relator oferece destaque a já mencionada “explosão”, entretanto, diferentemente do que fora sugerido na folha 2/5, a data correta para tal acontecimento seria “12/09/1977”. Considerando então que o relato anterior foi omisso ao detalhar o mês, é mais seguro, portanto, considerarmos que o dia 12 de setembro de 1977 se tratou da verdadeira data da explosão. Há uma pequena diferença de meia hora em relação ao horário exato da explosão (a folha 2/5 informa que ela ocorreu às 07H enquanto a folha 4/5 relata que esta ocorreu às 07h30min) mas, saber a data correta e o horário aproximado já é uma informação satisfatória para os pesquisadores.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em seguida, novamente sugere que a explosão poderia ser a responsável por uma grande quantidade de peixes que vieram a <em>“boiar e morrer”</em>. Complementando o que foi descrito na folha 2/5, esse trecho foi mais preciso ao relatar que o fato referente a morte dos peixes ocorreu <em>“dois dias depois”</em> da explosão, portanto, provavelmente em 14/09/1977. Em sequência semelhante àquele presente na folha 2/5 menciona o estranho objeto <em>“estilo submarino”</em> que foi visto <em>“andando no escuro”</em> entre as pontas de Japerica e Quatipuru.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Apesar de não serem inéditas as informações referentes à suposta explosão que teria causado o surgimento de uma grande quantidade de peixes mortos na barra de Japerica – Quatipuru/PA, com relatos de pescadores sobre o aparecimento de um submarino na região, tendo em vista que tais fatos também estão presentes no já liberado Informe da Marinha nº 045 de 23/11/1977 (<a href="http://operacaoprato.com/documentos_oficiais/E-%20INFORME%20DO%204%C2%BA%20DISTRITO%20NAVAL.rar" target="_blank" rel="noopener noreferrer">disponível aqui</a>), a indicação de um marco temporal mais preciso para esses eventos é algo bastante significativo.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Como podemos observar, hipóteses bem mais terrenas foram comuns na tentativa de explicar os estranhos acontecimentos por parte dos moradores nas fases iniciais das observações. Embora não descartasse a hipótese extraterrestre, a própria imprensa local noticiava a possibilidade de haver alguma intervenção humana nos eventos, conforme podemos observar nas reportagens abaixo:</span></p><figure id="attachment_582" aria-describedby="caption-attachment-582" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/Jornal-Pequeno-Maranhao-01-05-1977.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-582 size-full" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/Jornal-Pequeno-Maranhao-01-05-1977.png" alt="" width="688" height="443" srcset="https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/Jornal-Pequeno-Maranhao-01-05-1977.png 688w, https://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/Jornal-Pequeno-Maranhao-01-05-1977-300x193.png 300w" sizes="(max-width: 688px) 100vw, 688px" /></a><figcaption id="caption-attachment-582" class="wp-caption-text">Jornal Pequeno &#8211; Maranhão &#8211; 01/05/1977- Disponível na sessão “Jornais” deste site</figcaption></figure><p> </p><figure id="attachment_584" aria-describedby="caption-attachment-584" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/Jornal-do-Brasil-RJ-12-07-1977.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-584" src="http://operacaoprato.com/wp-content/uploads/2017/05/Jornal-do-Brasil-RJ-12-07-1977.png" alt="" width="500" height="280" /></a><figcaption id="caption-attachment-584" class="wp-caption-text">Jornal do Brasil – RJ – 12/07/1977 &#8211; Disponível na sessão “Jornais” deste site</figcaption></figure><p> </p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Finalizando, afirma que o caso merecia atenção e que <em>“esta seção”</em> estava acompanhando atentamente para chegar a uma conclusão. Como mensagem final, cita os anexos com croquis das áreas afetadas e recortes de jornais. Nesse caso, é provável que se tratem dos conteúdos que acompanham o Informe nº 045 do 4º DN da Marinha.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Encerrando esta parte da análise, a folha 5/5 traz o desenho do aparelho observado e descrito pelos pescadores.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse desenho já é de conhecimento público, pois, faz parte do anexo D do Informe da Marinha citado.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A partir deste ponto, nossa análise se concentrará em identificar os possíveis autores desse conjunto de documentos.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Um olhar mais atento nos permitirá descortinar uma possibilidade surpreendente:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong>A Marinha foi a primeira instituição militar a investigar os fenômenos e seus militares foram  os responsáveis pela elaboração desse conjunto de documentos inéditos.</strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Vejamos:</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Retornemos a folha 1/5 e seu primeiro parágrafo:</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><strong><span style="font-family: verdana, geneva, sans-serif;"><em>“No mês de maio/77, numa das missões feitas por elementos desta seção nas regiões do MARANHÃO e PARÁ, os moradores daquelas zonas encontravam-se amedrontados com o aparecimento de uma luz misteriosa, que segundo êles, causava morte e alucinações”.</em></span></strong></span></p><h2><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>A Jurisdição</strong></span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse parágrafo, além de apresentar um marco temporal anterior ao que se conhecia para o início da investigação militar, traz uma informação crucial para a identificação do autor. O I COMAR, na época, não tinha jurisdição sobre o estado do Maranhão e sim o II COMAR com sede em Recife. O inverso também é válido: o II COMAR não tinha jurisdição sobre áreas do Pará. Então, por que agentes do serviço de informações do I COMAR estariam atuando em uma área de outro serviço de informações, como as assinaturas de Flávio Costa poderiam dar a entender?</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Se mudarmos o foco do serviço de informações A2 (2<u><sup>a</sup></u> Seção) da Aeronáutica para o serviço de informações M2 (2<u><sup>a</sup></u> Seção) da Marinha, a situação começa a clarear. O M2, congênere do A2<span style="color: #ff0000;"><em><sup>2</sup></em></span>, do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval da Marinha sediado em Belém, tinha jurisdição tanto sobre o estado do Pará quanto do Maranhão. Se fossem agentes do M2 realizando missões nesses dois estados não haveria conflito de jurisdição<span style="color: #ff0000; font-size: 10pt;"><sup>3</sup></span>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Uma segunda linha de raciocínio poderia questionar se não seria uma missão conjunta das 2<u><sup>a</sup></u> Seções do I COMAR e II COMAR. Há no meio militar um respeito muito grande quanto a área de atuação das unidades militares, que tendem a não executar ações fora de suas respectivas jurisdições. Então, apesar da lógica a princípio indicar que o fenômeno seria investigado no Maranhão apenas pelo II COMAR e, posteriormente no Pará, pelo I COMAR, poderia ter havido uma exceção em tese, com missões conjuntas entre militares pertencentes a esses comandos e o documento agora divulgado daria suporte a essa tese. No entanto, duas situações estão registradas na documentação histórica. Em 25 de julho de 1978 o Estado Maior da Aeronáutica &#8211; EMAER, seguindo uma recomendação do Ministro da Aeronáutica<span style="font-size: 10pt; color: #ff0000;"><sup>4</sup></span> que recomendou a criação de um <em>“Registro de OVNI”, </em>determinou que qualquer ocorrência OVNI, independente da cadeia de subordinação, devesse ser relatada aos Comandos Aéreos Regionais (COMAR), devendo esses órgãos registrar, investigar e remeter os relatórios diretamente ao Chefe do Estado Maior. Dessa determinação foi gerado pelo I COMAR o conhecido “<em>Registros de Observações de OVNI”, </em>guardado no Arquivo Nacional sob o código ARX 184, com 130 casos OVNI<em>, </em>incluindo os registrados e coletados durante a Operação Prato. O II COMAR também começou a enviar relatos de OVNIs ao EMAER e o primeiro ofício enviado foi o 011/A2/C-829 de 28 de novembro de 1978, guardado no Arquivo Nacional sob o código ARX 177, e não se referiu a nenhum evento OVNI anterior a 1978, demonstrando uma possível ausência de casos registrados oficialmente durante a onda maranhense do fenômeno.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Uma segunda situação foi o envio de solicitação de providências pelo prefeito da cidade de Pinheiro no Maranhão ao II COMAR em São Luís, quanto ao fenômeno luminoso que causava comoção entre os habitantes da região, conforme publicado em 22 de julho de 1977 pelo jornal maranhense <em>O Imparcial </em>(<a href="http://operacaoprato.com/jornais-da-epoca-maranhao" target="_blank" rel="noopener noreferrer">disponível aqui</a>). Ainda segundo a publicação, o comando local da Aeronáutica encaminhou a solicitação ao II COMAR no Recife, de onde teria sido enviado para Brasília. O jornal alertava que até aquele momento nenhuma resposta havia chegado do Recife.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Como não há evidências nos registros históricos de envolvimento do II COMAR nos eventos de 1977, a tese de missão compartilhada entre os comandos aéreos perde força.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>Comparação com Informe do </strong><strong>4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval</strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O Informe nº 045 de 23 de novembro de 1977 do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval (<a href="http://operacaoprato.com/documentos_oficiais/E-%20INFORME%20DO%204%C2%BA%20DISTRITO%20NAVAL.rar" target="_blank" rel="noopener noreferrer">disponível aqui</a>) é muito conhecido, tendo sido liberado no lote de documentos do GSI em 2009, juntamente com documentos do Serviço Nacional de Informações &#8211; SNI.  Efetuando uma comparação entre esse informe da Marinha e as cinco folhas inéditas, percebe-se uma compatibilidade tão significativa entre as informações apresentadas pelos dois documentos, de maneira que não há qualquer possibilidade de que não exista uma ligação concreta entre ambos.</span></p><h3 style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong>Formatação entre documentos de Órgãos distintos</strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Na ausência de um emissor explicitamente designado no documento, podemos tentar fazer uma comparação entre documentos de órgãos distintos, como forma subsidiária de atestar sua real origem. E nesse caso, o detalhe que vamos explorar é um detalhe de formatação. Um detalhe que se manifesta na finalização de documentos, uma marcação datilográfica específica.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Temos três conjuntos de documentos: SNI, I COMAR e 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os documentos liberados do SNI (ACE 3370/83 e 3252/83) finalizavam com uma marcação específica, com três linhas em pirâmide invertida:</span></p><p style="text-align: center;"><strong>_________________</strong></p><p style="text-align: center;"><strong>___________</strong></p><p style="text-align: center;"><strong>_____</strong></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Os documentos liberados e vazados do I COMAR, quer informe ou relatório, finalizavam com a assinatura do emitente, e as vezes, haviam marcações específicas intermediárias no interior do documento, como essas:</span></p><p style="text-align: center;"><strong>_____ooo_____ </strong></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O documento do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval finaliza com uma marcação específica diferente:</span></p><p style="text-align: center;"><strong>-*-*-*-*-*-*-*-*-</strong></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Entre as cinco folhas inéditas, uma delas mostra a mesma marca específica de finalização que mostra o informe do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval. Essa marcação reforça a tese de que a autoria desses documentos é a Marinha.</span></p><h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>Letras usadas nos desenhos do I COMAR e do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval</strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A folha inédita com o desenho de OVNI (5/5) tem dois outros documentos similares que contêm o mesmo desenho. O primeiro é o desenho de OVNI do anexo “D” do Informe do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval que se diferencia do inédito por não conter as anotações do sargento Flávio Costa, apenas isso. O segundo documento similar pertence aos documentos vazados, e está em meio a um conjunto de folhas como mapas e croquis, sem fazer parte de relatório ou informe do A2 e se diferencia dos demais por conter a assinatura de Flávio Costa cortada e sem as palavras “<em>Propiedade (sic) Particular</em>”. Uma observação cuidadosa nos diz que esse segundo documento é uma cópia da folha inédita (5/5) em que se ocultou a anotação “<em>Propiedade (sic) Particular</em>” com o uso de uma outra folha sobreposta.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Um outro conjunto de desenhos pertencentes aos anexos “B” e “C” do Informe nº 045 do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval, mostram a costa paraense com marcações das localidades em que houveram relatos de OVNI.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Analisando o documento inédito e os anexos “B”, “C” e “D” do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval, se observa que as letras de fôrma usadas nos títulos, dizeres e nomes de locais foram executados com um normógrafo, instrumento para escrita técnica de ampla utilização na Marinha, sendo matéria de prova para concursos contemporâneos para técnicos da Armada. Nos documentos do I COMAR, não se observa o uso do normógrafo e a Aeronáutica parece não ter tradição no seu uso.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Essa é outra ligação clara entre o documento inédito e o informe do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval.</span></p><h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>A Autoria</strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">O conjunto das evidências aponta para um mesmo autor, o serviço de informações M2 do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Evidências:</span></p><ul><li style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Jurisdição correta (Pará e Maranhão).</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Compatibilidade com o informe oficial do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Formatação dos caracteres de encerramento entre documentos de órgãos distintos.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;">Uso do normógrafo.</span></li></ul><h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; color: #e64946;"><strong>Os documentos inéditos</strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">As cinco folhas não parecem ser do mesmo documento. Há indicações de que podem ser três documentos distintos. Vamos por partes.</span></p><h4><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;"><strong><em><u>Folha 3/5</u></em></strong></span></h4><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Em relação às quatro folhas datilografadas, uma delas é diferente (folha 3/5): o espaçamento entre as linhas do texto discursivo é duplo e em todas as demais folhas ele é simples. Além disso, ela inicia em seu caput assim:</span></p><p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><strong><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><em>“d) APARECIMENTO DE OBJETOS ESTRANHOS NA REGIÃO”</em></span></strong></span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Não há nas demais folhas itens a), b) ou c) associados a um texto discursivo. Você os terá em outro contexto, quando se elenca locais de relatos. É possível que essa folha seja parte de um informe mais amplo, em que o M2 presta informações a superiores hierárquicos sobre suas atividades em determinado período. O item “d)” tratou de informações sobre OVNIs obtidas durante missões de campo e pode ter sido apenas nesse item “d)” em que se tratou do assunto nesse suposto informe. Vamos chamá-lo de <strong><em><u>Informe 1 do M2</u></em></strong>.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quanto à provável data de emissão podemos garantir que foi posterior a 19/07/1977, pela citação da data no texto quando registra que <em>“(&#8230;) João Galego viu às 23:30 hs do dia 19/07/1977 (&#8230;)”</em> e inferior a 12/09/1977 pela não citação do caso do submarino e explosão ocorridos entre Japerica-Quatipurú.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">É importante para a definição da sequência temporal dos documentos citarmos as localidades neles contidas.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O agora denominado Informe 1 do M2, cita as seguintes localidades onde “<em>(&#8230;) o fenômeno vem se repetindo (&#8230;)”</em>:</span></p><ul><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Candido Mendes, Maranhão.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Cajapió, Maranhão.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Furo Grande, Viseu, Pará.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Colégio Abel Alves, Viseu.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Boca do Rio, Viseu.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Campo de Nossa Senhora, Viseu.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Açaiteua, Bragança, Pará.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Augusto Correia, Bragança.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Fazenda Ponto Alto, Capanema, Pará.</span></li></ul><h4><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt; color: #e64946;"><strong><em><u>Folha 2/5</u></em></strong></span></h4><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A folha 2/5 é diferente do resto do conjunto. Ela NÃO traz um texto que esclareça o contexto das informações prestadas, uma história para ser entendida por um leitor sem conhecimento da situação no campo. Ela traz casos de observação de OVNIs ou luzes e indicações de locais, pessoas, horas, datas (entre agosto e setembro, ou sem especificação) e relatos, alguns muito sucintos. Numa sugestão, bem especulativa, é possível que essa folha seja o informe de agente, resultado de uma missão de campo, para a chefia do M2.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O agora denominado <strong><em><u>Informe do Agente</u></em></strong>, cita as seguintes localidades:</span></p><ul><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Taperinha, Pará</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Quatipurú, Pará.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Fazenda Santa Rosa, Capanema, Pará.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">São Gonçalo, Capanema.</span></li><li style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Lugar Serra, Capanema.</span></li></ul><h4><span style="font-size: 12pt; color: #e64946;"><em><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><strong>Folhas 1/5, 4/5 e 5/5</strong></span></em></span></h4><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Outras duas folhas parecem pertencer a um mesmo conjunto (folhas 1/5 e 4/5).  Elas mantêm o mesmo espaçamento entre linhas. Mantêm também coerência entre si, quando o caput de 4/5 liga-se a folha anterior (1/5): <em>“Além destes outros ainda estão sendo visitados pelos objetos&#8230;”</em>. Também apresenta formatação de início e fim coerentes. Ainda, juntamente com o desenho (5/5), contêm uma mesma marcação, tipo linha grossa no sentido vertical, do lado direito de cada uma das folhas. A folha 1/5 inicia com o título <em>“INFORME”</em> e como argumentamos no item <em>Formatação entre documentos de Órgãos distintos</em>, informes do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval terminam com a formatação -*-*-*-*, a mesma datilografada na folha 4/5.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O agora denominado <strong><em><u>Informe 2 do M2</u></em></strong> cita também uma extensa lista de localidades. Se compararmos com os denominados <strong><em><u>Informe 1 do M2</u></em></strong> e <strong><em><u>Informe do Agente</u></em></strong>, veremos que juntos citam catorze locais. O <strong><em><u>Informe 2 do M2</u></em></strong> cita treze deles, incluindo o caso Japerica-Quatipurú. Além disso, inclui outros locais como Maracanã, Vigia, Colares, locais onde casos de OVNIs passaram a ser ostensivos a partir de outubro de 1977.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">No item “<em>Comparação com Informe do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval”, </em>sustentamos que havia uma compatibilidade inegável entre os inéditos e o informe oficial da marinha, mas o certo seria dizer que essa compatibilidade concreta é entre o <strong><em><u>Informe 2 do M2</u></em></strong> e o informe oficial.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">A sugestão de sequência temporal e provável mês de elaboração dos documentos segue abaixo:</span></p><ul style="text-align: justify;"><li><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong><em><u>Informe 1 do M2</u></em></strong>, de agosto de 1977.</span></li><li><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong><em><u>Informe do agente</u></em></strong>, de setembro de 1977.</span></li><li><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;"><strong><em><u>Informe 2 do M2</u></em></strong>, de outubro de 1977.</span></li></ul><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O informe oficial do 4<u><sup>o</sup></u> Distrito Naval é de novembro de 1977.</span></p><h3><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14pt; color: #e64946;"><strong>A <em>“Propiedade (sic) Particular”</em></strong></span></h3><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Pressupomos que algum integrante do M2, provavelmente um agente, entregou ao sargento Flávio Costa, agente do A2, cópias das partes relativas a OVNIs que integravam os informes da Marinha acima mencionados. Flávio teria, ao assiná-los e carimbá-los como documentos particulares, justificativa para mantê-los longe dos relatórios do A2, talvez uma exigência de quem lhe entregou as folhas. Mas é apenas especulação.</span></p><h2><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 18pt; color: #e64946;"><strong>Conclusão</strong></span></h2><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">O conteúdo desses documentos é riquíssimo, fonte de novas considerações, descobertas e hipóteses. Merecem ampla discussão pelos ufólogos, pesquisadores, escritores, estudiosos e interessados.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;">Por fim, esperamos que este conteúdo possa subsidiar outros pesquisadores a encontrarem novos caminhos que possam trazer à tona novas informações referentes a esse fenômeno que impactou a vida de tantos brasileiros.</span></p><p style="text-align: justify;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;">Autores do artigo: Hélio A. R. Aniceto, Luiz Fernando, Raphael Pinho, P.A. Ferreira e M.A. Farias.</span></p><p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p>								</div>
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									<p><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;"><em><span style="color: #ff0000;"><sup>1 </sup></span>Areia monazítica é um tipo de areia que possui uma concentração natural de minerais pesados, podendo ocorrer ao longo do litoral e em determinados trechos de rios. Contém uma abundante quantidade de monazita, minério constituído por fosfatos de metais do grupo do cério, e de tório, principalmente o isótopo 232. Possui também significativa quantidade de urânio, que juntamente com o tório é responsável pela sua radioatividade e são matérias primas para o processo de produção de energia nuclear.</em></span><br /> <span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;"><em>Destaque-se que o contrabando da areia monazítica brasileira é um fato real conforme se pode observar da leitura da matéria apresentada no link a seguir: <a style="color: #808080;" href="http://especiais.gazetaonline.com.br/bomba/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://especiais.gazetaonline.com.br/bomba/</a></em></span><br /> <span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;"><em><sup><span style="color: #ff0000;">2</span> </sup>Projeto Brasil Nunca Mais, Tomo I, capitulo V, Estrutura do Aparelho Repressivo, página 72.</em></span><br /> <span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;"><em><span style="color: #ff0000;"><sup>3</sup></span> Somente em 1983, com a edição do Decreto nº 88.133 de 01/03/83 é que houve a alteração de jurisdição do Estado do Maranhão do II para o I COMAR.</em></span><br /> <span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt; color: #808080;"><em><span style="color: #ff0000;"><sup>4</sup></span> Ministro Joelmir Campos de Araripe Macedo.</em></span></p>								</div>
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